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Carla Araújo


Carla Araújo

Com funcionários em greve, Correios retomam negociações no TST

Correios querem fazer alteração nos benefícios dos trabalhadores - Estadão Conteúdo
Correios querem fazer alteração nos benefícios dos trabalhadores Imagem: Estadão Conteúdo
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

25/08/2020 12h24Atualizada em 26/08/2020 15h15

Com a manutenção da greve dos trabalhadores por tempo indeterminado, os Correios ajuizaram nesta terça-feira (25) o Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com isso, agora caberá ao tribunal tentar arbitrar a situação entre trabalhadores e empresa.

Na última sexta-feira, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria para manter liminar que previa apenas um ano de vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com isso, a negociação recomeça do zero.

Os Correios querem fazer alteração nos benefícios dos trabalhadores. Os funcionários, por sua vez, alegam que a retirada de direitos adquiridos é abusiva e lutam pela manutenção dos benefícios.

A representação da empresa foi distribuída para o atual vice-presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. A expectativa agora é que o ministro chame as partes para a conciliação e se não houve acordo o TST julga e decide sobre o dissídio.

O secretário da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Emerson Marinho, disse que a categoria segue mobilizada para a paralisação e deve organizar atos de protestos nos próximos dias em algumas capitais.

Já os Correios aguardam "o retorno dos trabalhadores que aderiram ao movimento paredista o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Carla Araújo