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Carla Araújo

Ministro confirma novo apagão no Amapá e diz que causas são investigadas

Visita do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque (ao centro, de braço erguido), ao Amapá - Divulgação/Ministério de Minas e Energia
Visita do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque (ao centro, de braço erguido), ao Amapá Imagem: Divulgação/Ministério de Minas e Energia
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

17/11/2020 21h52Atualizada em 17/11/2020 22h00

Após a publicação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que alertou para um novo apagão no Amapá, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque confirmou que houve problemas de energia no estado nesta noite.

"O sistema apresentou instabilidade e estamos investigando as causas", afirmou à coluna. Bento disse ainda que o sistema está "sendo restabelecido gradualmente".

O estado sofre com problemas de energia desde o dia 3 de novembro, quando um incêndio na subestação de energia em Macapá interrompeu o abastecimento de energia em 14 dos 16 municípios.

Falhas na fiscalização

Nesta terça-feira, em audiência virtual da comissão mista que acompanha ações relacionadas à covid-19 no Congresso Nacional, o senador Randolfe afirmou que a LMTE (Linhas de Macapá Transmissora de Energia) — empresa responsável pela subestação - avisou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em abril que teria dificuldades para lidar com eventuais falhas no serviço em virtude da pandemia.

Na audiência, o diretor da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, confirmou que a LMTE enviou um documento à agência sobre o assunto, assim como outras empresas, mas negou que tenha ocorrido falhas de fiscalização.

Auxílio emergencial

Além dos problemas com a energia, a população carente do Amapá vai provavelmente ter que esperar novas decisões judiciais para saber se terá ou não direito a mais duas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial. Isso porque, pelo menos até o momento, o governo já estava decidido que iria recorrer da decisão proferida na semana passada pelo juiz federal da 2ª vara, João Bosco Costa Soares da Silva, que concedeu esse direito.

O apelo para o recurso veio da equipe econômica de Paulo Guedes e o texto já está em elaboração na Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo fontes, o governo também avalia a edição de uma Medida Provisória que possa auxiliar a população do estado de alguma outra forma.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.