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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Líderes governistas cobram de Guedes e Ramos uma solução para novo auxílio

lideres governistas em almoço com Guedes e Ramos - reprodução/redes sociais
lideres governistas em almoço com Guedes e Ramos Imagem: reprodução/redes sociais
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Antonio Temóteo

03/02/2021 18h56

Em almoço nesta quarta-feira (3), num restaurante em Brasília, os líderes do governo Ricardo Barros (PP-PR), Eduardo Gomes (MDB-TO) e Fernando Bezerra (MDB-PE) cobraram dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) uma solução para o fim do auxílio emergencial.

A pauta principal do encontro foi para alinhar as prioridades do governo neste ano no Congresso, que está sob nova direção. Barros, que atua como líder do governo na Câmara, publicou uma imagem do encontro em suas redes sociais.

Na conversa, além das prioridades, segundo apurou a coluna, os políticos disseram que o governo precisa encontrar e logo uma solução para o fim do auxílio emergencial. Além de influenciar na popularidade do presidente Jair Bolsonaro, o benefício precisa alcançar cidadãos que ainda sofrem com o impacto da pandemia, argumentaram.

Guedes, por sua vez, afirmou que uma nova rodada de auxílio só poderá acontecer com contrapartidas. Além de assegurar o andamento das reformas, Guedes que acabar com reajustes automáticos previstos no orçamento e com a exigência de gastos mínimos para determinados programas para reduzir o ritmo de crescimento da despesa pública.

O ministro disse ainda que para encontrar alternativas seria preciso discutir taxação de alguns segmentos como carros de luxos e iates, por exemplo.

Foi consenso entre os presentes que qualquer solução que for encontrada tem que respeitar o teto de gastos.

Além disso, por conta de irregularidades encontradas no programa do auxílio emergencial, há o acerto de que um programa terá um alcance menor se realmente for reativado.

Pasta terá novo ministro

Qualquer decisão da continuidade ou não do auxílio emergencial só deve acontecer após a nomeação de um novo ministro para a pasta da Cidadania, já que o atual Onyx Lorenzoni deve deixar o posto para assumir a Secretaria-Geral, ministério palaciano, que é uma espécie de prefeitura do Planalto.

Nas negociações do governo com o Centrão, por conta da eleição no Congresso, ficou acertado que a pasta ficará sob o comando do Republicanos. Os três cotados para assumir o Ministério da Cidadania são os deputados Jhonatan de Jesus (RR), João Roma (BA) e Márcio Marinho (BA). A decisão será tomada pelo presidente do partido deputado Marcos Pereira, que tem dialogado com o governo sobre o tema.

Apesar de não ter solução para o auxílio, segundo fontes do governo, o projeto de ampliação do Bolsa Família já foi entregue por Onyx e está na mesa de Bolsonaro para avaliação. Qualquer anúncio, porém, deve acontecer apenas após o Carnaval e com um novo titular da pasta.

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