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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Queiroga diz estar mais preocupado com CTI do que com a CPI

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

13/04/2021 16h21

Há três semanas no cargo de ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga tem tentando se distanciar do tema CPI, que está em andamento no Congresso com uma pressão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o tema avance.

"Para ser sincero, estou muito mais preocupado com CTI (Centro de Terapia Intensiva) do que CPI, porque temos pacientes que precisam de terapia intensiva. Essa questão de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é com o Congresso Nacional, não é com Ministério da Saúde. O ministério não cuida de política na saúde e cuida de política de saúde", afirmou Queiroga, na noite da última segunda-feira (12), durante o programa Sem Censura, da TV Brasil.

Questionado se a politização do tema não atrapalha o andamento de seu trabalho, Queiroga afirmou que sua missão "é salvar a vida do povo brasileiro". "E vamos fazer isso", disse.

O ministro afirmou ainda que o Senado é soberano para instaurar a CPI e que se for preciso sua pasta vai prestar "os esclarecimentos devidos".

Apelo por 2ª dose

Em conversa com jornalistas na manhã desta terça-feira (13), que a coluna participou, o ministro afirmou que mais de 1,5 milhão de pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina já deveriam ter tomado a segunda dose.

Segundo o ministro, a pasta está preparando junto com os estados uma lista para que esses cidadãos que precisam tomar a segunda dose sejam procurados ativamente.

"Vacinar é um ato de cidadania", tem repetido o ministro.

Convencimento do presidente

O ministro, que tem reforçado as medidas de prevenção como o uso de máscaras e distanciamento, afirmou, durante a entrevista à TV Brasil, que tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro nessas decisões.

"O presidente Bolsonaro é o líder dessa nação, chefe do governo, chefe do estado, e é o maior ativo para o enfrentamento efetivo dessa pandemia. Eu fui escolhido por ele para ser o ministro da saúde e cabe a mim oferecer os melhores elementos para que ele tome as melhores decisões", afirmou.

Com a chegada de Queiroga, o governo iniciou uma nova campanha publicitária incentivando o uso de máscaras e o presidente tem aparecido em algumas solenidades com o equipamento, mas ainda fala com alguns apoiadores sem máscara.

"Temos conversado. Ele (o presidente) é muito simples e temos avanços inquestionáveis", disse o ministro.

Nos bastidores e de forma reservada, alguns auxiliares do governo destacam o comportamento instável de Bolsonaro e temem por um desgaste rápido do novo ministro, que é o quarto do governo do presidente Jair Bolsonaro.