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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Bolsonaro soma queda de 4% com alta de 5% para dizer que PIB crescerá 9%

O presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Facebook
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Facebook
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

21/07/2021 15h52

O presidente Jair Bolsonaro sempre disse que não entendia de economia. Nesta quarta-feira (21), errou na conta ao comentar que a economia brasileira já mostra recuperação mesmo na pandemia.

Bolsonaro citou o PIB negativo de 4% em 2020 e a expectativa de que o país deve crescer 5% neste ano e afirmou que isso resultaria em um "milagre" de 9% de crescimento.

"Alguns projetam um crescimento de 5% positivo esse ano? Se é 5% positivo e o ano passado foi 4% negativo, crescemos 9%. É um milagre. É uma coisa inacreditável", afirmou o presidente em entrevista à Rádio Jovem Pan de Itapetininga.

Não se soma os percentuais desta forma. A conta correta daria um resultado menor do que 1% nos últimos dois anos.

Bolsonaro comemorou ainda o resultado da arrecadação e afirmou que o crescimento neste semestre, de 24,49% sobre o valor acumulado de janeiro a junho de 2020, causa até uma "preocupação positiva". "A arrecadação tem aumentado assustadoramente. Fiquei até preocupado positivamente, óbvio".

Promessa do novo Bolsa Família continua

O presidente disse também na mesma entrevista que o maior problema agora atinge "22 milhões de pessoas" que esperam notícias do novo Bolsa Família. Até agora, a equipe econômica ainda não encontrou fórmula para aumentar o número de beneficiários e nem o valor médio do benefício.

"Estamos aqui propensos, interessados, de com toda responsabilidade, sem falar em furar teto, chegar no mínimo de R$ 300", disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, é isso "que falta para arrumar o nosso governo". "Como ninguém pode negar a economia está indo muito bem", afirmou.