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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Ramos nega resistência em deixar Casa Civil e diz que "cumpre missão"

Luiz Eduardo Ramos, Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira se reuniram nesta terça-feira (27) - reprodução/redes sociais
Luiz Eduardo Ramos, Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira se reuniram nesta terça-feira (27) Imagem: reprodução/redes sociais
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

27/07/2021 12h36

O ainda ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, que vai passar o cargo para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e assumir a Secretaria Geral da Presidência negou que tenha resistido a deixar o principal ministério do governo e afirmou à coluna que "soldado cumpre missão".

"Soldado cumpre missão e minha missão é ajudar o presidente e o Brasil", disse o ministro, que foi um dos últimos a saber sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro em fazer os ajustes ministeriais.

Ramos, que chegou a dizer que tinha sido atropelado por um trem com a mudança, admite que foi surpreendido, mas afirma que não há mágoas.

Ontem (26), por conta do atraso do senador Ciro Nogueira para chegar no Brasil, alguns auxiliares do governo atribuíram a Ramos a sugestão feita ao presidente de repensar as mudanças, talvez colocando Ciro Nogueira em outra pasta.

A ideia foi rechaçada por Bolsonaro e Ramos nega ter sido o autor da sugestão. O ministro tem acumulado algumas inimizades dentro do governo e chegou a ser chamado de Maria Fofoca pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Apesar de ter perdido o poder, Ramos gosta de ostentar a amizade e a proximidade com o presidente e seguirá como ministro palaciano.

Diferentemente da Casa Civil, porém, agora a função de Ramos é uma espécie de zeladoria do Planalto, que cuida de questões internas e burocráticas, não há articulação política e nem de coordenação de outras pastas.

'Boas-vindas'

Nesta terça-feira (27), logo após reunião que o presidente selou o nome de Ciro Nogueira para a Casa Civil, o ministro usou as redes sociais para desejar sucesso ao sucessor.

"Seja bem-vindo ao time", escreveu Ramos no Twitter com uma foto em que aparece com o cacique do centrão ao lado de Bolsonaro.

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