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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Com confusão do IOF, Guedes desiste de ir para os EUA com Bolsonaro

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

20/09/2021 11h32

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não vai mais para Nova York para participar com o presidente Jair Bolsonaro em agendas relacionadas à Assembleia Geral da ONU. O presidente embarcou no domingo para os Estados Unidos e Guedes não integrou a comitiva.

Havia a possibilidade de o ministro ir nesta segunda-feira (20), mas, segundo auxiliares de Guedes, ele acabou desistindo por conta de agendas internas. Além de continuar investindo na negociação dos precatórios, Guedes tem buscado dar esclarecimentos ao que o Ministério da Economia tem chamado de "mal-entendido" em relação ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado na semana passada.

Durante o fim de semana, Guedes conversou com alguns players do mercado financeiro a fim de explicar a medida e fez questão de salientar que a decisão de aumentar o IOF para bancar o lançamento do novo programa Bolsa Família, na verdade, acaba criando uma trava no valor médio do benefício de R$ 300, o que não permitiria arroubos eleitorais do presidente no ano que vem, já que o valor do benefício não pode subir em ano eleitoral, de acordo com a legislação brasileira.

Auxiliares de Guedes afirmaram ainda que o aumento do IOF foi uma "tecnicidade" já que para um aumento de despesa permanente de despesa seria preciso indicar a compensação.

Para pagar o Auxílio Brasil no ano que vem, o governo conta com a taxação sobre dividendos.

"Precisávamos indicar para os dois últimos meses do ano e estávamos esperando a oportunidade. É um aumento temporário, de três meses, como já fizemos em outras vezes", diz uma fonte da pasta.

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