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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Renan incluirá EBC como órgão que disseminou fake News em relatório da CPI

Relator da CPI, senador Renan Calheiros - Pedro França/Agência Senado
Relator da CPI, senador Renan Calheiros Imagem: Pedro França/Agência Senado
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

27/09/2021 17h10Atualizada em 27/09/2021 17h36

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai incluir a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em seu relatório final da CPI da Pandemia na parte de "desinformação institucional", segundo apurou a coluna. O senador dirá que o órgão público disseminou notícias falsas sobre a pandemia.

Para sustentar sua versão, o senador usa como base um relatório feito pela Frente em Defesa da Comunicação Pública e da EBC que aponta que a "Empresa Brasil de Comunicação está sendo usada pelo atual governo federal para disseminar e reforçar narrativas negacionistas e governistas sobre a pandemia, que certamente prejudicaram o combate ao vírus da covid-19".

O relatório, o qual a coluna teve acesso, traz uma série de reportagens da imprensa brasileira sobre o tema.

Segundo o relatório, a Lei da criação da EBC (nº 11.652/2008) vem sendo desrespeitada e o governo usa os veículos públicos para proselitismo político e promoção pessoal.

Uma das reportagens, veiculada pelo UOL, mostrou que um repórter da Rádio Nacional, que pertence à EBC, foi afastado da cobertura do Ministério da Saúde depois de ter questionado a pasta sobre a nomeação de militares sem formação médica.

"Os veículos públicos da EBC deveriam, neste momento, cumprir sua missão de levar informação de qualidade à população, além de combater fake news, para promover a saúde e preservar vidas. Fica evidente o uso do aparato público de comunicação pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para difusão de fake news e desinformação sobre a gravíssima situação da Covid-19 em nosso país", diz um trecho do documento.

As entidades representativas dos trabalhadores e a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública, formada por dezenas de entidades da sociedade civil, acadêmicas, jornalistas e pesquisadores, têm produzido relatórios, dossiês e denúncias sobre o desvirtuamento dos veículos públicos da empresa para divulgar ações e programas do governo federal.

"Por lei e em respeito à Constituição Federal, nenhum governo pode usar a EBC para promoção própria. A autonomia em relação ao governo Federal, assim como a vedação ao proselitismo, estão claramente expressos no texto legal".

Procurada para comentar o teor do relatório e como se posiciona diante da inclusão da empresa no relatório da CPI da Pandemia, a EBC mas ainda não se manifestou.

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