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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Bolsonaro ainda não definiu se irá participar de reunião de líderes do G-20

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acompanha reunião do G20 por videoconferência - Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acompanha reunião do G20 por videoconferência Imagem: Marcos Corrêa/PR
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Jamil Chade, colunistas do UOL

15/10/2021 04h00Atualizada em 15/10/2021 10h08

Faltando 15 dias para a realização da Cúpula de Líderes do G20, em Roma (Itália), o presidente Jair Bolsonaro ainda não decidiu se participará presencialmente do evento. A organização da cúpula solicitou que os chefes de estado participem de forma presencial, mas se prepara para um formato híbrido com a eventual participação virtual de algum líder.

Fontes do Itamaraty e do Palácio do Planalto afirmam que a tendência é de ausência do líder brasileiro. E que nem mesmo sua participação virtual está confirmada.

A Cúpula acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro e reunirá chefes de estado das principais economias do mundo, como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Canadá.

No último dia 12, alguns líderes do G-20 se reuniram virtualmente para tratar de uma ajuda humanitária ao Afeganistão, segundo informou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.

Na cúpula do fim do mês, os principais temas na mesa devem ser relacionados à recuperação econômica e ao combate à pandemia. Os temas foram dominantes na reunião do ano passado.

Em 2020, Bolsonaro discursou por videoconferência e afirmou que "infelizmente, devido à crise sanitária, não foi possível nos encontrarmos pessoalmente".

A fala foi marcada também por uma reclamação de Bolsonaro em relação aos protestos contra o racismo no Brasil e que causou constrangimento e choque entre algumas delegações estrangeiras e até indignação entre as agências da ONU.

Sem vacina

Caso decida ir pessoalmente a Roma, o presidente brasileiro vai causar ao menos mais uma situação constrangedora para o país: a falta de vacina. Em Roma, todos os restaurantes, por exemplo, exigem o passaporte vacinal. Nesta sexta-feira (15), inclusive, a Itália passou a exigir que trabalhadores públicos e privados provem que estão vacinados ou realizem constantes testes de PCR, sob pena de multa de 1.500 euros.

Nesta semana, Bolsonaro disse que mudou de ideia e que não se vacinará mais.

Encontros internacionais possuem protocolos de segurança em relação à covid, mas há exceções para chefes de estado, como aconteceu com a recente ida de Bolsonaro à Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Nos Estados Unidos, por conta da falta da vacina, Bolsonaro tirou fotos comendo pizza na calçada e a cena pode se repetir nas ruas da Itália (com pizza italiana, ao menos!).

Mesmo não vacinado, Bolsonaro e a delegação brasileira fizeram testes na entrada e na saída dos EUA. Ao voltar para o Brasil, o presidente teve que deixar nos Estados Unidos o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que acabou testando positivo para a doença e fez quarentena no exterior.

Procurado oficialmente, o Itamaraty disse indicou que a Secretária de Comunicação (Secom) da Presidência da República deveria ser procurada. A Secom, por sua vez, disse apenas que ainda não há confirmação da ida do presidente a Roma.

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