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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Guedes confunde nome de novo secretário com o de André Esteves, do BTG

O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, no Fórum Econômico Mundial - Jean-Christophe Bott/Efe
O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, no Fórum Econômico Mundial Imagem: Jean-Christophe Bott/Efe
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

22/10/2021 16h11

O ministro da Economia, Paulo Guedes, arrancou gargalhadas públicas do presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira ao confirmar a escolha de Esteves Colnago para a secretária de Tesouro e Orçamento, no lugar de Bruno Funchal, e cometer um ato falho.

Em um ato falho, Guedes trocou o nome de Colnago com o do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual e seu amigo.

"Sai Funchal e entra o André Esteves. André Colnago. É André Esteves Colnago. Ah, ele não tem o André, né", disse Guedes a jornalistas, ao lado de Bolsonaro, que gargalhou.

O ministro ainda tentou explicar o ato falho e disse que pensou no banqueiro, pois soube que enquanto estava no exterior na semana passada "andaram pedindo para o André Esteves sugestões" de nomes para substituí-lo.

"Teve uma ala política que andou indo no André Esteves, do BTG (...) para saber se dava para emprestar o Mansueto, coisas deste tipo", disse Guedes.

Após as revelações de que o ministro mantinha contas em offshore, começou a circular especulações de Bolsonaro teria autorizado membros do governo a procurarem o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida para sondá-lo para o lugar de Guedes.

O que, segundo o ministro, não aconteceu. "Sei que o presidente não pediu isso, porque acredito que ele confia em mim e eu confio nele", afirmou.

A fala do ministro aconteceu após receber Bolsonaro no Ministério da Economia na tarde desta sexta-feira (22). Os dois então decidiram falar com a imprensa para tentar arrefecer rumores da saída de Guedes.

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