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Mansueto Almeida descarta substituir Paulo Guedes no Ministério da Economia

Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico do governo interino de Michel Temer - Pedro Ladeira/Folhapress
Mansueto Almeida, secretário de Acompanhamento Econômico do governo interino de Michel Temer Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Lucas Valença

Do UOL, em Brasília

11/10/2021 18h19Atualizada em 11/10/2021 19h27

O ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, que vem sendo especulado para o Ministério da Economia no lugar do ministro Paulo Guedes, negou que tenha sido convidado pelo Palácio do Planalto para uma conversa com o presidente e que voltará a compor o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

O nome do economista começou a circular depois do desgaste enfrentado pelo atual representante econômico, que teve uma offshore, em paraíso fiscal e com investimento em dólar, revelada pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos).

Procurado pelo UOL, o atual executivo do banco BTG Pactual afirmou que não possui "nenhuma" conversa prevista com o atual mandatário ou com outro representante do governo.

Mansueto Almeida chegou a participar da transição do governo de Jair Bolsonaro e foi o único integrante do alto escalão da economia do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) a se manter na função após a montagem do governo. Almeida ficou com Guedes por um ano e meio.

Uma fonte ligada ao mercado financeiro lembrou que o ex-secretário chegou a se afastar por estar insatisfeito com o governo e que dificilmente voltaria para alguma função no Ministério da Economia nesta gestão.

Enfraquecimento de Guedes

No começo do mês, o consórcio internacional de jornalistas trouxe a informação de que o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, possuem offshores em paraísos fiscais.

Em diversas oportunidades, ambos os servidores afirmaram que as empresas foram declaradas à Receita Federal, como estabelece a legislação brasileira, mas como a atuação de ambos podem afetar a política monetária e a política de preços no país, o caso teve uma repercussão negativa aos economistas.

Ambos também integram o CMN (Conselho Monetário Nacional), responsável por "formular a política da moeda e do crédito", como enfatiza o portal da Ministério da Economia.

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