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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Guedes diz que queda no PIB é localizada, mas admite que inflação preocupa

O ministro da Economia, Paulo Guedes - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

02/12/2021 13h14

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (2) que a forte queda do setor agropecuário - de 8% em relação ao segundo trimestre - é a principal explicação para o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que registrou queda pelo segundo trimestre consecutivo, fazendo o país entrar em recessão técnica.

"Foi uma queda localizada, só a agricultura. A indústria está estável, o comércio está voltando", disse à coluna. Na avaliação do ministro, o impacto no setor, justificado por condições climáticas, não deve se repetir.

Guedes afirmou ainda que é preciso destacar o crescimento dos investimentos nos últimos anos e que essa é uma sinalização positiva. "A taxa de investimento está subindo bastante, já está em 19,4% do PIB", disse.

Apesar do otimismo, o ministro admitiu que o cenário de alta da inflação preocupa. "Nós temos a desaceleração por conta do combate a inflação, com juros subindo. Isso desacelera e é um fator relevante", afirmou.

Fatores adversos e pontuais

Em nota, a SEP (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Economia afirmou que fatores climáticos adversos da natureza tiveram impacto no desempenho da atividade econômica.

"É fundamental distinguir o que é política econômica de fatores climáticos adversos e pontuais da natureza", diz o texto.

O ministério diz ainda que "a queda de 8,0% da agropecuária na margem produziu impacto de -0,5% do recuo do PIB" e que caso o resultado do agronegócio tivesse variação zero o PIB cresceria ao menos 0,3% no período.

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