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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, general assumirá direção-geral do TSE

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

14/12/2021 14h05Atualizada em 15/12/2021 05h48

Demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em março deste ano, depois do episódio em que também foram trocados os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, o ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, general da reserva, decidiu encerrar o período sabático e vai assumir no início do ano que vem o cargo de novo diretor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A informação foi publicada pela revista Veja e confirmada pela coluna com duas fontes militares. Azevedo e Silva assumirá o cargo por indicação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que vai comandar o TSE a partir de agosto — antes dele, o atual presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, será substituído pelo colega Edson Fachin, em fevereiro.

Na nova função, Azevedo terá a missão de cuidar da secretaria de tecnologia e também cuidar de licitações e questões administrativas.

O general da reserva sempre teve uma boa relação com o Judiciário e antes de assumir a Defesa chegou a ser assessor especial do ministro e ex-presidente do STF Dias Toffoli.

A expectativa é que Azevedo assuma até fevereiro o cargo e continue pelo menos até o pleito do ano que vem, em outubro.

Visto como um militar da ala mais moderada das Forças Armadas, Azevedo foi substituído no final de março deste ano pelo então ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, considerado mais alinhado com Bolsonaro.

O presidente também deu ordem para trocar os então três comandantes das Forças — Edson Leal, Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica).

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