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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Novo chefe da Abin é ex-capitão do Exército e atuava no órgão no Rio

Victor Felismino Carneiro (de terno) e militares - Divulgação/Exército
Victor Felismino Carneiro (de terno) e militares Imagem: Divulgação/Exército
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Eduardo Militão, do UOL, em Brasília

31/03/2022 19h47Atualizada em 31/03/2022 20h06

Com a saída do diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, para se candidatar a uma vaga de deputado, a agência também teve anunciado nesta quinta-feira (31) seu novo titular.

Em uma reunião entre todos os superintendentes foi apresentado o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL): Victor Felismino Carneiro, atual superintendente estadual da Abin, no Rio de Janeiro.

O nome de Carneiro foi anunciado por Ramagem, ao lado do ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno.

Oficial de Inteligência e ex-capitão do Exército, Carneiro será nomeado diretor-adjunto, assumindo interinamente como diretor-geral. A ideia da interinidade se deu por conta da falta de tempo hábil para aprovar o nome de Carneiro no Senado.

Carneiro tem experiência como assessor parlamentar. Já apresentou trabalho na Escola Superior de Guerra com o tema.

Segundo apurou a coluna, o nome aguardado pelos agentes seria outro e a escolha de Carneiro, nas palavras de uma fonte, "caiu mal".

Uma fonte da agência afirmou que havia pelo menos três nomes na disputa para suceder Ramagem. Um deles era um oficial chamado apenas de Paulo Maurício. O único que não estava na disputa era Victor, mas ele tinha o apoio de Ramagem e dos delegados da Polícia Federal que hoje ocupam cargos importantes na agência. Ramagem é delegado da PF.

Carneiro até conta com a simpatia dos pares, no entanto, é um nome considerado novo, "com pouco tempo de casa". "É como se tivessem pegado um capitão e colocado como Comandante do Exército", disse uma fonte.

Apesar do mal-estar inicial, a percepção na agência é que como "ele é da casa, tudo se acomoda".