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Carla Araújo

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Planalto espera que STF valide perdão a deputado para dar trégua na crise

Jair Bolsonaro e Daniel Silveira - Reprodução/Twitter
Jair Bolsonaro e Daniel Silveira Imagem: Reprodução/Twitter
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

26/04/2022 11h12Atualizada em 26/04/2022 14h31

Não vai partir do presidente Jair Bolsonaro (PL) nenhum sinal para minimizar o novo desgaste com o Judiciário. Auxiliares próximos do presidente disseram à coluna que no episódio da condenação do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que resultou no perdão concedido por Bolsonaro, a avaliação é que houve exagero do lado da Suprema Corte e agora é o momento de o STF recuar.

"Na pena de 9 anos (de prisão) exageraram a mão. Se não tivesse isso, não teria tido o indulto. Foi um erro do STF e o presidente joga no erro dos outros, como jogam com os deles", disse um ministro.

Segundo fontes do Planalto, a expectativa agora é que os ministros do STF avaliem o perdão concedido a Bolsonaro e calibrem a decisão que condenou Silveira. "O STF não deve esticar mais a corda, até porque a opinião pública ficou contra a medida", disse outro auxiliar.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de pedir manifestação da defesa de Silveira em até 48 horas sobre o decreto de Bolsonaro foi vista por ministros do governo como natural e esperada, sem potencial para inflar ainda mais os ânimos.

Auxiliares do presidente dizem esperar um sinal de trégua do STF em relação a Silveira, principalmente, após as declarações do ministro Luís Roberto Barroso, de que as Forças Armadas têm sido "orientadas" a atacar o processo eleitoral.

A fala do ministro, que é ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), acabou abrindo uma crise do Judiciário com as Forças Armadas.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, divulgou uma nota - articulada com as três forças e com o Planalto - na qual classificou a declaração como "irresponsável" e "ofensa grave".

Na avaliação do governo, "esse novo erro do Barroso" deu mais munição a Bolsonaro e aumentou a pressão sobre o STF.

Estratégia eleitoral

Bolsonaro tem recebido informações de auxiliares de sua campanha à reeleição que suas medidas contra o Judiciário possuem impacto positivo no seu eleitorado mais fiel, que costuma ser contrário a decisões do STF.

Apesar disso, há uma avaliação que o embate precisa ter um limite, já que uma ruptura institucional, com consequências até mesmo econômicas, poderia acabar prejudicando a campanha.

O momento, nas palavras de um auxiliar que ajuda na campanha de Bolsonaro, é de tentar equilibrar até que ponto a briga entre os Poderes renderá ou não votos.