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Empregos e carreiras

Caged: Brasil abriu 142.690 vagas de emprego com carteira assinada em 2020

Os números são resultado de 15.166.221 contratações e de 15.023.531 demissões  - Getty Images/iStockphoto/FG Trade
Os números são resultado de 15.166.221 contratações e de 15.023.531 demissões Imagem: Getty Images/iStockphoto/FG Trade

Do UOL, em São Paulo*

28/01/2021 11h01

O Brasil abriu 142.690 vagas de emprego com carteira assinada em 2020, apontam dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério da Economia.

Os números são resultado de 15.166.221 contratações e de 15.023.531 demissões ao longo do último ano.

O desempenho confirmou a expectativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de encerrar o ano marcado pela pandemia de covid-19 sem uma destruição líquida de empregos formais.

"A boa notícia é o acumulado do ano. Na recessão de 2015, no qual que o PIB caiu 3,5% por erros de política econômica, nós destruímos 1,5 milhão empregos. Na recessão de 2016, também em consequência de erros, perdemos 1,3 milhão de empregos. No acumulado de 2020, quando fomos atingidos pela maior pandemia dos últimos 100 anos, nós geramos 142 mil empregos", disse Paulo Guedes.

Nos quatro meses de auge da pandemia de covid-19 — de março até junho de 2020 —, o Caged registrou perda de 1,618 milhão de vagas. Já entre julho e dezembro, 1,418 milhão postos formais foram recriados.

Saldo negativo em dezembro

Em dezembro de 2020, porém, houve queda no número de vagas com carteira assinada, quebrando a sequência de cinco meses de alta. Em relação a novembro, foram menos 67.906 postos de trabalho. Os números são resultado de 1.239.280 contratações e 1.307.186 demissões no mês passado.

O fechamento líquido de vagas no mês também foi bem inferior ao registrado em dezembro de 2019 (-307.311 vagas)

Setor de serviços perde vagas

Os dados do Caged também apontam saldo positivo no nível de emprego em quatro dos cinco grupos de atividade econômica no acumulado de 2020. Apenas o setor de serviços recuou.

  • Construção (+ 112.174 postos)
  • Indústria geral (+ 95.588 postos)
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura ( + 61.637 postos)
  • Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+ 8.130 postos)
  • Serviços (- 132.584 postos)

Regiões

Ainda de acordo com os dados acumulados em 2020, houve saldo positivo em quatro das cinco regiões do país:

  • Sul (+85.500 postos, +1,18%);
  • Norte (+62.265 postos, +3,50%);
  • Centro-Oeste (+51.048 postos, +1,56%);
  • Nordeste (+34.689 postos, +0,55%);
  • Sudeste (-88.785 postos, -0,44%).

Outros dados do acumulado do ano

O Caged ainda revelou outros detalhes do acumulado de 2020

  • salário médio de admissão foi de R$1.777,30, aumento real de R$ 62,66
  • foram criados 73.164 empregos de trabalho intermitente (182.767 contratações e 109.603 demissões)

Benefício Emergencial

De acordo com os dados atualizados em 31 de dezembro, o BEm (Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego) permitiu 20.119.302 acordos entre 9.849.115 empregados e 1.464.517 empregadores no Brasil.

O programa do governo federal terminou em dezembro e permitiu acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos em função da crise gerada pela pandemia de covid-19. O BEm foi instituído em abril e foi prorrogado duas vezes ao longo do ano passado.

Pesquisas diferentes

Mais cedo, o IBGE divulgou a pesquisa PNAD/Contínua, que mostrou que o desemprego no Brasil é de 14,1% e atingiu 14 milhões de pessoas no trimestre de setembro a novembro de 2020.

Os dados divulgados hoje pelo IBGE e pelo Ministério da Economia têm metodologias diferentes. O ministério coleta informações declaradas por empregadores por meio dos sistemas do eSocial, Caged e Empregador Web, portanto apenas empregos formais.

Já a pesquisa do IBGE é mais ampla e aborda também trabalhadores informais e pessoas que estão em busca de emprego. Essas informações são obtidas por meio de entrevistas e consultas a outras bases de dados, como beneficiários de programas sociais.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo.

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