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4 conselhos de um professor do MIT para você nunca deixar de aprender

Do Na Prática*

10/05/2021 04h00

Professor de uma das melhores universidades do mundo, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, o cientista da computação Charles E. Leiserson é adepto do "lifelong learning", ou seja, da tese de que o aprendizado acontece ao longo de toda a vida.

Desenvolvedor da linguagem de computação Cilk e autor do livro "Algoritmos: Teoria e Prática", ele dá alguns conselhos simples para qualquer estudante ou profissional aproveitar melhor o aprendizado, independentemente da área ou do momento da vida. Leiserson participou do evento Brazil Tech Trends, da Fundação Estudar, no final de abril.

Veja as dicas abaixo.

Siga seu coração

"As pessoas me deram todos os tipos de conselho no início da minha carreira, e a maioria deles eu não queria ouvir. Mas um que sempre faz sentido —apesar de não ser necessariamente prático— é seguir o próprio coração. Parece óbvio, mas não é. Não sabe o que o seu coração quer? Tudo bem, é hora de exercitar o autoconhecimento e procurar uma oportunidade. Teste possibilidades e permita-se sentir confortável. O seu coração também é combustível do seu aprendizado."

Observe o contexto

"Talvez aquilo que você está interessado em aprender não apenas faz sentido agora, como pode continuar sendo necessário futuramente. Na tecnologia, por exemplo, são constantes as microtransformações. Isso pode fazer com que um sistema de hoje se torne totalmente diferente amanhã. Ao observar o contexto, será possível entender quais têm sido as tendências e antever alguns passos. É uma coisa que, quando você chega à minha idade [68 anos], fica mais fácil de fazer, porque você já passou por isso algumas vezes, em diferentes situações."

Aproveite ao máximo os recursos da escola ou faculdade

"Enquanto você está na escola ou em alguma modalidade de ensino, a coisa mais importante que você pode fazer é aproveitar ao máximo as oportunidades de aprendizado. Isso inclui aulas, estágio ou outros programas extracurriculares. Busque saber e se interessar pelo que há disponível. Se está lá, por que não aproveitar?

Você nunca poderá dizer o que vai acontecer daqui a 30 anos e quais habilidades terá de usar. Por exemplo, há 20 anos, se você estivesse estudando inteligência artificial, poderia ter descartado a ideia de que precisava aprender álgebra linear. Hoje, se você não sabe álgebra linear, não pode fazer pesquisas de ponta em inteligência artificial e machine learning. Uma experiência que eu tenho é que nunca é demais aprender mais."

Separe o ego do aprendizado

"Esta pode ser a coisa mais importante que aprendi: separe o ego do aprendizado. Digo em um sentido amplo. Eu tinha medo de fazer perguntas nas aulas por não querer parecer idiota perto dos meus colegas. Mas um dia, momento que coincide com a minha mudança para a Ciência da Computação, disse a mim mesmo: 'tudo bem, vou aprender isso para mim e não me importo com o que as outras pessoas pensam, pois estou aprendendo e tenho o direito de não ser perfeito'. Foi um alívio. Você deve fazer esse exercício.

Além disso, minha observação é que quando as pessoas estão tendo sucesso, elas ficam surdas ao resto da realidade. E, para estar disposto a aprender, você não pode ser surdo, pois tem que saber ouvir. Isso geralmente requer um pouco de 'humilhação', em algum sentido. Se, por exemplo, você não se saiu tão bem quanto pensava em determinada situação, algo no ego será abalado. Não por acaso, você estará mais inclinado a querer aprender. Mas é muito melhor ter essa humildade desde já a esperar essas situações, não é mesmo?".

*O texto "Confira 4 conselhos para aprender a aprender de Charles E. Leiserson, professor do MIT" foi originalmente publicado no portal Na Prática, da Fundação Estudar.

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