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Rússia diz que só Ucrânia e Ocidente podem permitir exportações de grãos

Vladimir Putin  - GETTY IMAGES
Vladimir Putin Imagem: GETTY IMAGES

31/05/2022 18h24Atualizada em 31/05/2022 18h39

Riade, 31 Maio 2022 (AFP) - O governo russo afirmou nesta terça-feira (31) que apenas Kiev e o Ocidente podem agir para permitir as exportações de grãos da Ucrânia e da Rússia, bloqueadas desde sua ofensiva contra a Ucrânia.

"Os países ocidentais, que criaram uma tonelada de problemas artificiais fechando seus portos para navios russos, cortando cadeias logísticas e financeiras, devem pensar seriamente no que é mais importante", disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, durante uma visita ao Bahrein, referindo-se às sanções contra Moscou.

Ele também pediu novamente à Ucrânia, que luta contra um ataque russo há três meses, para limpar as minas em torno de seus portos para permitir que navios carregados de grãos passem pelo Mar Negro.

"Se a questão da retirada de minas for resolvida... as forças navais russas garantirão a passagem desimpedida desses navios para o Mar Mediterrâneo e depois para seus destinos", disse Lavrov.

Após sua visita ao Bahrein, Lavrov viajou para Riad, capital da Arábia Saudita, onde se encontrou com seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan.

Ele também conversou com o chefe da Organização de Cooperação Islâmica, disse sua porta-voz Maria Zakharova.

Lavrov deve se reunir na quarta-feira com ministros das Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo, um grupo com sede em Riad que inclui membros-chave da aliança petrolífera Opep+, liderada pela Rússia e Arábia Saudita.

O conflito na Ucrânia alterou o equilíbrio alimentar mundial, levantando temores de uma crise que afetará particularmente os países mais pobres.

A Ucrânia, um dos principais exportadores de grãos, especialmente milho e trigo, viu sua produção bloqueada pelos combates.

Já a Rússia, outra potência produtora de cereais, não pode vender sua produção e seus fertilizantes devido às sanções ocidentais que afetam os setores financeiros e logístico. Ambos os países produzem um terço do trigo do mundo.