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Maior produtor mundial de cobre, Chile admite preocupação com Evergrande

22/09/2021 05h14

Santiago (Chile), 21 set (EFE).- O Chile, maior produtor de cobre do mundo, admitiu nesta terça-feira que tem certa preocupação com a crise financeira que afeta a empresa chinesa Evergrande, pois a quebra da gigante do setor imobiliário poderia impactar negativamente o preço do metal.

O ministro da Economia chileno, Lucas Palacio, disse que a crise de liquidez que afeta a Evergrande "pode impactar o preço de alguns metais, como o cobre e o ferro, porque são insumos que necessita para seguir com as suas construções".

A empresa, uma das maiores da China e cuja dívida chega a US$ 305 bilhões, "produz 15 milhões de casas por ano, o que equivale a cinco vezes o que toda a Europa mais os Estados Unidos produzem em habitação", explicou Palacios.

"Estamos falando de um monstro", disse o ministro aos repórteres, referindo à Evergrande, que despencou na bolsa de valores nos últimos dias e puxou para baixo os mercados em todo o mundo. A empresa está lutando para pagar os credores, mas na semana passada negou os rumores de falência iminente.

Com mais de 200 mil funcionários diretos, a empresa tem participações em outras indústrias, como veículos elétricos, parques temáticos e futebol.

Esse tremor também foi sentido no preço do cobre, que registrou a maior queda diária em um mês (-3,07%), para US$ 4,148 por libra (US$ 9.145,5 por tonelada).

A queda foi bem menor nesta terça-feira, com o cobre para três meses na Bolsa de Metais de Londres perdendo caindo apenas 0,43%, para US$ 4,13 por libra (US$ 9.106 por tonelada), informou a Comissão Chilena do Cobre (Cochilco).

O preço médio do cobre em 2021 alcança assim US$ 4,167, longe do recorde atingido em 10 de maio (US$ 4,86 por libra) e que superou os recordes do "superciclo" de 2011.

Cochilco reduziu na semana passada a projeção do preço do cobre para este ano para US$ 4,2 por libra devido ao abrandamento da economia chinesa e às expectativas de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) começará a retirar o estímulo fiscal.

O Chile, que representa 28% da produção mundial de cobre e debate a introdução de um royalty sobre a extração do metal, produz cerca de 6 milhões de toneladas por ano. O cobre, essencial na transmissão de energia, se tornou o principal produto do Chile e é responsável por quase 50% das exportações do país.

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