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CBIC: governo propõe teto e subsídio maiores do Casa Verde e Amarela

03 out. 2019 - Conjunto habitacional Residencial Salvação. Casas construídas com boiler, armazenadores térmicos para aquecimento solar de água, do programa Minha Casa Minha Vida - Rubens Chaves/Folhapress
03 out. 2019 - Conjunto habitacional Residencial Salvação. Casas construídas com boiler, armazenadores térmicos para aquecimento solar de água, do programa Minha Casa Minha Vida Imagem: Rubens Chaves/Folhapress

Circe Bonatelli

São Paulo

23/08/2021 13h36

O governo federal está preparando uma proposta de elevação do teto de preço e dos subsídios praticados dentro do Casa Verde e Amarela (como foi rebatizado o Minha Casa Minha Vida), de acordo com informações do presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins.

Segundo ele, a proposta será enviada entre esta segunda-feira (23) e a terça-feira (24) ao Conselho Curador do FGTS, órgão responsável pela gestão de recursos do fundo dos trabalhadores, que abastece o programa habitacional.

O documento foi formulado pela Secretaria Nacional de Habitação, do MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), após consultas aos ministérios da Economia e Casa Civil.

A iniciativa foi tomada após conversas com empresários e a constatação de que os custos de construção tiveram um crescimento recorde, puxado principalmente pelo avanço dos materiais. O INCC chegou a bater em 17,3% nos últimos 12 meses. Por sua vez, o último reajuste no programa ocorreu em outubro de 2016.

"Tem muitos lugares em que já não se consegue construir dentro dos valores praticados. O aumento nos custos desorganizou todo o setor", disse nesta segunda-feira o presidente da CBIC, durante entrevista coletiva à imprensa.

Questionado, Martins evitou detalhar o teor da proposta que a entidade da construção fez aos representantes do governo. Segundo ele, a expectativa é que o governo implemente um aumento nas faixas de preços e subsídios, mas isso deve ficar aquém ao considerado ideal pelos empresários.

O presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, disse estar otimista com o andamento do processo. "Minha expectativa é que os reajustes estejam implementados dentro de um mês", afirmou.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CBIC mostrou que as vendas de unidades dentro do CVA no segundo trimestre cresceram 2,1% em relação ao primeiro trimestre, para 32.349 unidades. Já os lançamentos subiram 29,6% na mesma base de comparação, para 28.723 unidades.

As vendas do programa habitacional representaram 49% das vendas totais do mercado imobiliário no segundo trimestre, enquanto os lançamentos responderam por 48%.

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