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"Parece férias": Táxis e motoristas de apps lucram mais com greve em SP

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

  • Getty Images

    Motoristas de aplicativos e taxistas não são afetados pela greve em São Paulo

    Motoristas de aplicativos e taxistas não são afetados pela greve em São Paulo

A greve nacional dos caminhoneiros não tem atrapalhado a rotina dos motoristas de aplicativos de transporte individual e de taxistas na cidade de São Paulo. Com problemas no abastecimento dos postos das grandes cidades, os condutores relatam aumento nas viagens. "Nesses últimos dois dias, nem tenho chegado a ficar sem passageiro, estou emendando uma viagem na outra", conta Deuselio, de 45 anos, motorista da Uber. "Tem muito passageiro que não está querendo usar o carro por causa do preço do combustível."

Ao UOL taxista João Amélio, 52, disse que tem tido uma das melhores semanas dos últimos anos. "Parece até que é férias, quase não tenho parado no ponto durante o dia", afirma o motorista, que trabalha na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, há 30 anos. De acordo com Amélio, os passageiros têm reclamado dos preços e da dificuldade para abastecer, o que ele também enfrenta. "O volume aumentou, para eles compensa e para mim também", disse. 

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Deuselio conta que foi a cinco postos na região da Barra Funda atrás de etanol aditivado e não achou. "Abasteci com o normal e ainda demorou, mas tenho que ficar rodando, né?", conclui o motorista.

O motorista da Uber Philipe Tiago também reclama a dificuldade para abastecer em São Paulo. Ele conta que ficou uma hora e meia na fila para abastecer e, quando chegou sua vez, acabou o combustível. Depois, encontrou outro posto às três da manhã com, mas com apenas uma bomba em funcionamento. "Tinha mais de 70 carros na minha frente às três da manhã, fui abastecer só às seis", relata.

Segundo ele, tem até quem procure gasolina com o guincho. "No posto que eu estava, tinha três carros guinchados sem combustível procurando gasolina", conta.

O que dizem aplicativos e sindicato

A Uber informou ao UOL que não recebeu reclamações de passageiros ou motoristas quanto à greve. Além disso, a empresa lembrou que os motoristas podem escolher quando ligar o aplicativo, caso não lhes pareça interessante.

A 99 também informou que "até o momento não identificou alteração significativa no fluxo de corridas realizadas em sua plataforma". A empresa reforçou que manifestações feitas por motoristas parceiros se tratam de posições exclusivas deles e não da companhia.

Já a Cabify afirmou que está "estudando como balancear o impacto operacional dessa alta no preço do combustível em cada cidade sem que isso inviabilize a prestação de serviços por parte dos motoristas e atinja diretamente os valores cobrados dos usuários".

O Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi) contou que os motoristas têm reclamado da demora no abastecimento, mas, fora isso, "está tudo tranquilo".

Afetou o transporte público

Embora a greve não tenha afetado diretamente os motoristas de aplicativos e taxistas, impactou os passageiros de transporte público. Em São Paulo, a SPTrans informou que a greve pode afetar a circulação de cerca de 50 % da frota de ônibus da cidade nesta sexta-feira (25). O rodízio municipal de veículos foi suspenso pelo segundo dia seguido.

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