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Quando tentam parar o Brasil, exercemos a autoridade, diz Temer

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

No momento em que o governo federal enfrenta dificuldades para colocar fim à greve dos caminhoneiros mesmo após ter atendido as principais demandas da categoria, o presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta terça-feira (29), que sua gestão é baseada no diálogo, mas que, quando ele é rejeitado, é preciso "exercer a autoridade para preservar a ordem".

"Quando alguns rejeitam o diálogo e tentam parar o Brasil, nós exercemos a autoridade para preservar a ordem", disse Temer para um auditório lotado de empresários estrangeiros que participam do Fórum de Investimentos 2018, na zona sul de São Paulo.

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O presidente, porém, não citou a greve que já dura nove dias em nenhum momento durante seu discurso de cerca de 15 minutos. Temer também não falou com a imprensa no local.

"Alguns confundem a vocação para o diálogo com eventual leniência política, ou fraqueza política. Na verdade, é justamente o oposto. Dialogo é da própria essência da política e da democracia", disse o presidente.

O governo tem sido criticado por ter sido encurralado e cedido às reivindicações dos caminhoneiros, no que seria uma demonstração da fraqueza.

À plateia, Temer elencou as reformas realizadas pelo seu governo, afirmou que o Brasil voltou a crescer e, a despeito do atual cenário de desabastecimento enfrentado em todo o país, convocou os empresários a investirem no Brasil.

"Somos o quinto maior país do mundo, a sexta maior população, estamos entre as dez maiores economias, somos o país mais biodiverso, temos matriz energética das mais ricas (...). Esse é o país em que os convido a investir sempre mais", declarou.

Temer disse durante o evento que o governo enfrenta uma "oposição aguerrida". "Nós respondemos [a ela] com a força do argumento, com o poder do diálogo, que é a marca do nosso governo", disse.

Segurança proíbe tampinha de garrafa

O fórum é realizado pelo governo federal com o intuito de atrair empresários interessados em investir no Brasil.

Para ter acesso ao salão onde o evento é realizado, os participantes estavam sendo impedidos de entrar com tapas de garrafa. Os seguranças que controlavam a entrada das pessoas afirmaram que o pedido era uma questão de segurança, admitindo que a medida era para evitar que o objeto fosse lançado em forma de protesto.

Antes do discurso de Temer, o presidente do BID (Banco Interamericano de Investimentos), Luis Alberto Moreno, mencionou claramente a greve dos caminhoneiros e amenizou os efeitos da crise no Brasil. Segundo ele, têm surgido comparações da crise atual com a de décadas passadas.

"Quando se deram essas crises, a América Latina era bem diferente. Nossas economias eram mais fechadas", amenizou.

"A maioria dos países da América Latina não ficou de braços cruzados, avançaram em reformas para fortalecer a economia. O Brasil tem feito isso", disse.

Reinaldo Azevedo: governo cedeu até onde pôde aos caminhoneiros

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