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Mídia e Marketing

Lego, Xbox, 99: marcas também entram na onda do "Desafio dos 10 anos"

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/01/2019 18h16

A onda da vez nas redes sociais é o #10yearschallenge ("#desafiodos10 anos", em tradução livre). A nova moda consiste em postar uma foto de 2009 e outra de 2019, lado a lado, para mostrar o quanto a pessoa mudou (ou não) ao longo de uma década. Muitos famosos aderiram à brincadeira. E, agora, é a vez das marcas também postarem suas comparações.

A Lego brincou com suas peças de montar, afirmando que "criatividade não tem idade" e publicou duas peças iguais.

A Xbox, por sua vez, colocou dois joysticks lado a lado, com a frase "ansioso pelos próximos dez anos". 

Por aqui, quem entrou na onda foi a 99, que brincou com a maneira como os consumidores pediam táxi antigamente (esticando a mão na rua) e agora (pelo aplicativo), com o texto: "Em 2009, pedir um carro era complicado. Agora, o app 99 recalculou tudo e hoje é super fácil, rápido e seguro pedir um Pop ou Táxi pra você ir aonde quiser e ainda gastando menos".

O iFood fez um pequeno vídeo, na mesma linha, em que mostra um celular ligando para a "Pizzaria do Bigode" e, ao lado, uma lista de pizzarias no aplicativo.

O tempo faz bem, né, coleguinha? #10yearchallenge

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A Heinz brincou que a única diferença entre uma foto e outra é a data de validade, destacando que sua receita é a mesma há muito tempo. 

Clubes de futebol também entram na onda

Alguns clubes de futebol também fizeram suas comparações. Enquanto o Palmeiras mostrou como era (e como está) seu estádio, o Corinthians exibiu sua lista de troféus atualizada. O Santos, por sua vez, mostrou que é o clube que mais venceu o Campeonato Paulista na última década. Já o Vasco da Gama fez uma brincadeira com o seu atleta Yago "Pikachu".

Brincadeira é "armadilha"?

Como muita gente entrou na onda, levantou-se a suspeita que a brincadeira poderia ser uma armadilha. A jornalista Kate O'Neill publicou um artigo no site da revista Wired sobre assunto, dizendo que, ao postar as duas fotos, o usuário estaria ajudando no treinamento de softwares de reconhecimento facial, com a entrega de padrões de envelhecimento e que poderiam ser usados até para que as máquinas prevejam como a pessoa ficará quando envelhecer.

A paranoia parece exagerada, uma vez que o Facebook, por exemplo, tem acesso às fotos de todos os seus usuários.

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