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Mídia e Marketing

Investimento em publicidade no Brasil cai 1,2% no 1º trimestre, diz estudo

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/05/2021 10h08Atualizada em 07/05/2021 11h02

Os investimentos em publicidade no Brasil alcançaram R$ 11,2 bilhões no primeiro trimestre de 2021, segundo o estudo Inside Advertising, da Kantar Ibope Media. O valor é 1,2% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram antecipados com exclusividade ao UOL Mídia e Marketing.

A queda é explicada pelo impacto da covid-19 em alguns setores, como o de turismo e o automotivo, que sofreram com as restrições impostas pela pandemia, de acordo com os analistas da Kantar. Por outro lado, os investimentos publicitários feitos pelos setores imobiliário, de telecomunicações e de informática subiram no mesmo período.

Um dos setores com grande crescimento foi o de vídeos sob demanda, conhecidos como 'VoD', que incluem serviços de streaming como Netflix, Prime Video, Paramount+ e DirectvGo. Segundo o levantamento da Kantar, os investimentos em publicidade do setor cresceram 151% no primeiro trimestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Rápida recuperação

Os números foram apresentados ao mercado em um evento online. No debate, executivos discutiram a rápida recuperação do mercado, mesmo com a pandemia causada pelo covid-19, e como a diversificação de meios foi importante para as estratégias de todos os anunciantes.

"No começo da pandemia, os investimentos no segundo trimestre de 2020 estavam 20% abaixo do registrado no mesmo período de 2019. Então é possível notar uma estabilização das atividades publicitárias neste ano", declarou Adriana Favaro, diretora de desenvolvimento de negócios da Kantar Ibope Media.

"Podemos destacar a rápida recuperação do mercado, mesmo durante a pandemia. Foi uma adaptação à realidade eifciente", disse Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope.

Diversificação de meios

Segundo Othon Vela, diretor de Growth e Customer Experience do GPA, grupo donos das marcas Pão de Açúcar e Extra, a diversificação de meios foi um dos caminhos trilhados pelos anunciantes.

"Temos que chegar ao cliente onde ele estiver. Ele tem hábitos e consumo cada vez mais diversos. De fato, é imprescindível ter uma diversificação muito grande de mídia para cumprir nosso objetivo", afirmou Othon.

Para Rafael Gobbi, hed de Mídia do Bradesco, os anunciantes têm disputado cada vez mais pela atenção do cliente -também com outros players, de entretenimento, por exemplo.

"Nosso grupo tem 70 milhões de clientes. Nosso target é muito amplo, temos que diversificar a mídia. Competimos pela atenção com todos os outros anunciantes, não só com os financeiros. Temos que aproveitar cada contato com esses consumidores, por retenção de mensagens e engajamento", declarou.

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