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Mídia e Marketing

Brasileiros pretendem reduzir gastos com streaming, indica estudo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/02/2022 14h12

Um estudo da consultoria Accenture aponta que o consumidor brasileiro pretende reduzir seus gastos com plataformas de streaming nos próximos 12 meses.

Segundo o levantamento "Streaming's Next Act", que conversou com 6 mil consumidores de 11 países (África do Sul, Alemanha, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Itália, Índia, Japão e Reino Unido), 54% dos respondentes do Brasil apontaram que pretendem diminuir os gastos este ano.

Este número foi o maior entre as pessoas dos 11 mercados ouvidos na pesquisa. A média global foi de 33%. No Reino Unido, por exemplo, apenas 24% afirmam que pagarão menos este ano.

Conteúdo não compensa?

Além disso, 70% dos entrevistados no Brasil apontam que não acreditam que o conteúdo recebido nas plataformas de transmissão digital compense o valor investido.

Outro dado interessante do estudo aponta para o fato de que os brasileiros estão entre os que mais se sentem confortáveis com a ideia de compartilhar seu perfil e informações adicionais para melhorar a personalização dos conteúdos que recebem: para 74% dos brasileiros, não há problema em compartilhar os dados para uma melhor personalização.

"Os consumidores disseram que a experiência de streaming se tornou pesada, pouco amigável e dispendiosa para muitos deles", declara Andrew Walker, líder global do grupo de indústria de comunicação e mídia da Accenture.

Pandemia influenciou aumento de assinaturas

Por outro lado, um estudo do NZN Intelligence com 1.800 consumidores brasileiros apontou que 84% das pessoas possuem dois ou mais serviços ativos de streaming -e que 80% deles pretendem continuar com seus serviços no fim da pandemia.

O levantamento indica que 37 % dos assinantes possuem quatro ou mais serviços de streaming. Cerca de 50% possuem assinatura em plataformas de música e vídeo, outros 44% só aderiram aos serviços de vídeo e 5% dos entrevistados assinam somente streaming em áudio.

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