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Empregos e carreiras

Brasil criou 136 mil empregos formais em março, mas salário médio diminuiu

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

28/04/2022 14h45Atualizada em 28/04/2022 16h04

O Brasil abriu 136.189 empregos com carteira assinada em março, no terceiro mês seguido de saldo positivo, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O número é a diferença entre 1.953.071 contratações e 1.816.882 desligamentos registrados no mês.

O resultado é menos da metade do saldo de fevereiro, quando mais de 329 mil postos foram abertos.

No acumulado do ano até março, o saldo é de 615.173 vagas de trabalho formais abertas. Agora, o total de empregos com carteira assinada no Brasil é de 41.293.528.

Apesar do saldo de vagas positivo, o salário médio de admissão caiu a R$ 1.872,07 — R$ 38,72 a menos que o observado no mês anterior, uma queda de 2,03%.

Quatro setores com saldo positivo

Em marços, quatro dos cinco setores da economia registraram saldo positivo na criação de empregos formais. São eles:

  • Serviços, com 111.513 novas vagas, distribuídas principalmente nas atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas;
  • Construção, com 25.059 novas vagas;
  • Indústria geral, com 15.260, concentradas na Indústria de Transformação;
  • Comércio, com 352.

Com o fechamento de 15.995 postos de trabalho, o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único com balanço negativo no mês passado.

Divisão por região

Quatro das cinco regiões brasileiras tiveram mais contratações que demissões em março, ainda segundo o Caged. A única que registrou queda foi o Nordeste, com o fechamento de 4.963 postos —diminuição de 0,07% em relação ao mês anterior.

Em números absolutos, o Sudeste liderou, com a criação de 75.804 empregos com carteira assinada, seguido pelo Sul (33.601), Centro-Oeste (20.262) e Norte (9.357).

Considerando a porcentagem de alta, porém, o cenário muda: o Centro-Oeste registrou 0,57% de crescimento entre fevereiro e março; seguido pelo Norte (0,48%), Sul (0,43%) e Sudeste (0,36%).

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