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'Quem torce para o Lula tem que se fo*', disse Pedro Guimarães a servidores

20.abr.2020 - O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, em coletiva sobre os pagamentos do auxílio emergencial Imagem: Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

30/06/2022 12h58Atualizada em 30/06/2022 17h29

Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, afirmou a executivos da estatal que quem torce para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "tem que se fod*". O áudio foi obtido pelo colunista Rodrigo Rangel, do site Metrópoles.

Aparentemente irritado, Guimarães diz que a Caixa vai "voltar a ser estuprada por aqueles ladrões, e vocês se fod*" em referência a um eventual governo Lula. Indicado ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019, Pedro Guimarães pediu demissão ontem, após denúncias de assédio sexual de funcionárias contra ele serem divulgadas pela imprensa.

Ontem, em entrevista à rádio Educadora de Piracicaba, Lula disse não ser nem procurador nem policial para comentar o caso do ex-presidente da Caixa.

Segundo o Metrópoles, a fala contra Lula aconteceu durante reunião no final de 2021 após Guimarães insinuar que alguns executivos estariam trabalhando contra ele e o governo Jair Bolsonaro (PL).

Ainda segundo o site, Pedro Guimarães estava nervoso porque o conselho aprovou uma mudança interna que limitou a nomeação de Guimarães para conselhos da própria Caixa e de empresas nas quais o banco tem participação.

Na prática, a medida limitou a remuneração de Guimarães a dois conselhos, além do salário mensal de R$ 56 mil que ele recebia como presidente da Caixa. Um levantamento do Metrópoles identificou que Guimarães integrou 18 conselhos, que lhe garantiram uma remuneração de R$ 130 mil.

Pedro Guimarães atribuiu a nova regra a uma suposta sabotagem de seus funcionários.

Outros áudios obtidos por Rangel mostram Guimarães ameaçando funcionários de demissão e uma rotina de assédio moral. Em um dos relatos, é dito que Guimarães põe pimenta na comida dos servidores.

Guimarães oficializou ontem, em carta, o seu pedido de demissão do cargo. No texto, entregue a Bolsonaro e divulgado em suas redes sociais, o economista declarou que combateu o assédio dentro do banco, negou as acusações e disse ser colocado em uma "situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade".

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