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Crescimento do PIB dos EUA no 4º tri é revisado para baixo, a 2,5%

Lucia Mutikani

28/02/2018 10h42

WASHINGTON, 28 Fev (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou ligeiramente mais do que o esperado no quarto trimestre de 2017 uma vez que ritmo mais forte de gastos do consumidor em três anos atraiu importações e reduziu estoques.

O PIB (Produto Interno Bruto) expandiu a uma taxa anual de 2,5% nos últimos três meses de 2017, em vez do ritmo de 2,6% relatado anteriormente, disse o Departamento de Comércio norte-americano em sua segunda estimativa do PIB nesta quarta-feira (28). O movimento representa uma desaceleração ante o ritmo de 3,2% do terceiro trimestre de 2017.

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A redução da estimativa de crescimento do PIB no quarto trimestre refletiu em grande parte um acúmulo de estoque menor do que o relatado anteriormente. A projeção para o PIB ficou em linha com as expectativas dos economistas.

A economia parece ter perdido mais força no início do ano, com dados recentes mostrando que as vendas no varejo, as vendas de moradias, as encomendas de bens duráveis --e a produção industrial recuaram em janeiro. Além disso, o déficit comercial de bens aumentou no mês passado diante da queda das exportações.

O crescimento do primeiro trimestre tende a ser fraco por causa de efeitos sazonais, mas deve acelerar no restante de 2018 com o estímulo de um pacote de corte de impostos de US$ 1,5 trilhão e o aumento dos gastos do governo. A estimativa de crescimento do PIB para o primeiro trimestre de 2018 é de 1,8%.

Os economistas acreditam que a economia atingirá a meta de crescimento anual de 3% do governo de Donald Trump neste ano, possivelmente pressionando o Federal Reserve, banco central do país, a aumentar a taxa de juros um pouco mais agressivamente do que o esperado atualmente.

A economia cresceu 2,3% em 2017, uma aceleração ante 1,5% registrado em 2016.

O crescimento dos gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, permaneceu em 3,8% no quarto trimestre. Esse foi o ritmo mais rápido desde o quarto trimestre de 2014 e seguiu-se a uma taxa de crescimento de 2,2% no período de julho a setembro.

Mas as importações cresceram a um ritmo de 14%, em vez dos 13,9% divulgados anteriormente. Foi o ritmo mais acelerado desde o terceiro trimestre de 2010, e compensou o aumento das exportações que está sendo provocado pela fraqueza do dólar.

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