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Exportações superam importações em US$ 6,2 bi em setembro, melhor resultado desde 1989

Ministro Paulo Guedes dá entrevista acompanhado de perto por Ricardo Barros e o general Luiz Eduardo Ramos - Por Marcela Ayres
Ministro Paulo Guedes dá entrevista acompanhado de perto por Ricardo Barros e o general Luiz Eduardo Ramos Imagem: Por Marcela Ayres

Marcela Ayres

01/10/2020 15h08

O Brasil teve superávit comercial de US$ 6,2 bilhões em setembro, maior para o mês da série histórica iniciada em 1989, novamente guiado pelo tombo nas importações em meio à crise do coronavírus, divulgou o Ministério da Economia nesta quinta-feira.

O dado, contudo, veio abaixo da projeção de um superávit de US$ 7,1 bilhões, segundo pesquisa Reuters com analistas.

Enquanto as exportações somaram US$ 18,5 bilhões no mês, queda de 9,1% pela média diária frente a igual mês do ano passado, as importações alcançaram US$ 12,3 bilhões, retração de 25,5% na mesma base.

Em relação às vendas para o exterior, o mês de setembro foi marcado por um aumento de 3,2% na agropecuária e de 9,2% na indústria extrativa, sempre pelo critério da média diária sobre o mesmo mês de 2019.

Por outro lado, os embarques na indústria de transformação caíram 18,7%.

Já na ponta das importações, a contração foi generalizada, sendo de 50% nos produtos da indústria extrativa, de 24,8% na indústria de transformação e de 2,8% na agropecuária.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano o saldo da balança comercial ficou no azul em US$ 42,4 bilhões, aumento de 18,6% ante igual período do ano passado.

Nesta quinta-feira, o ministério reviu suas perspectivas para o resultado do ano, passando a prever saldo comercial superavitário em US$ 55 bilhões, sobre US$ 55,4 bilhões projetados em julho.

Agora, a perspectiva é de exportações de US$ 210,7 bilhões em 2020 (US$ 202,5 bilhões anteriormente), e importações de US$ 155,7 bilhões (US$ 147,1 bilhões antes).