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OPINIÃO

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A "rede do momento": o mais interessante do Clubhouse é a surpresa

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Imagem: Divulgação
Gabriel Araujo

Gabriel Araujo

Gabriel Araujo é diretor executivo de criação e head de Social na agência Ogilvy Brasil

12/02/2021 04h01

O ClubHouse, baseada em áudio, é a rede do momento. Mas nem sempre foi assim. Quando as redes sociais surgiram, o áudio acabou ficando em segundo plano. No Facebook, até recentemente, 60% dos vídeos eram assistidos com o som desligado. Isso vem mudando, e de forma rápida.

Hoje, tanto no Facebook quanto no Instagram, a maior parte dos vídeos já são assistidos com o som ligado. A importância do áudio também se consolidou com o Whatsapp, que se tornou uma das plataformas mais inclusivas do mundo - afinal, você não precisa mais mandar mensagens de texto para se comunicar.

Eu ouvi falar pela primeira vez do Clubhouse em 2020, através de um amigo alemão, o Dominic, um cara muito próximo da indústria da música nos EUA. Rapidamente ele me convidou para entrar na plataforma e eu, confesso que um pouco cético, acabei aceitando o convite.

O primeiro pensamento foi, "poxa, mais uma rede social...". Mas, ao entrar, as boas surpresas começaram a aparecer. Consegui participar de salas onde pude interagir com o rapper Drake e até ouvir a Oprah falar, ali, do meu lado, como se fosse uma das minhas amigas.

A coisa mais interessante do Clubhouse é a surpresa. Você pode abrir a sua própria sala, falar sobre um assunto do seu interesse - e, de repente, ter uma celebridade entrando no assunto e discutindo com você.

Mas qual é o assunto?

A proposta do Clubhouse é trazer conversas ao vivo no estilo podcast, painéis de discussão, oportunidades de networking e o vantajoso uso de múltiplas salas.

Também há opções de salas fechadas e privadas para que você possa falar com os amigos também, ou seja: é um aplicativo de mídia social que imita as interações da vida real.

O algoritmo da ferramenta se baseia tanto nos seus contatos do Facebook quanto em quem você escolheu seguir. Dependendo de seu campo de trabalho/interesse/amigos, você verá salas de bate-papo hospedando conversas sobre música, cinema, cultura, raça, tecnologia e beleza.

Fiquei imediatamente viciado: nomes de celebridades que normalmente estavam fora de alcance, de repente, estavam a um clique de distância.

E como as marcas podem aproveitar?

As conversas de Kevin Hart, Drake e Tiffany Haddish na sala virtual provaram ser tão populares que o fórum baseado na voz regularmente tem se tornado trending topic no Twitter. Os debates na sala parecem estar despertando a atenção das pessoas também no Instagram.

Justamente por esse potencial, a ferramenta pode ter diversas aplicações para marcas. É possível desde puxar discussões que são relevantes para o seu território, se aproximar do público, usar o áudio de uma maneira nunca usada antes em uma rede social.

Fico imaginando o potencial das transmissões de jogos de futebol (que já estão acontecendo no aplicativo), a cobertura da próxima Olimpíada (que está a meses de acontecer) e, principalmente, a oportunidade de dar às marcas a liberdade para se relacionar com o seu público cada vez mais de perto.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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