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Carla Araújo

Militares fazem "torcida" e trabalham pelo nome de Pazuello na Saúde

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

15/05/2020 12h11Atualizada em 15/05/2020 17h18

As divergências entre o presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro da Saúde Nelson Teich, que vinham crescendo ao longo desta semana e culminaram com a saída do breve ministro, já fizeram os auxiliares militares do governo se mobilizarem pelo nome do secretário-executivo da pasta: o general de divisão Eduardo Pazuello. "Estamos na torcida", disse um auxiliar palaciano.

À coluna, o ministro da Casa Civil, Braga Netto, disse que Teich pediu para deixar o cargo e confirmou que Pazuello fica no cargo "interinamente".

A avaliação de interlocutores é que o caminho natural é deixar Pazuello no cargo pelo menos temporariamente . Depois que chegou no ministério, ele já havia, inclusive, escolhido outros militares para cargos estratégicos da pasta.

Pazuello é visto por seus pares militares como "determinado" e conhecido "por fazer acontecer".

Fritura

A passagem de Teich não durou nem um mês. O médico, que foi desautorizado pelo presidente e também pego de surpresa com algumas decisões, teve uma atuação lenta na pasta em meio à pandemia.

O próprio Bolsonaro não poupou publicamente o ministro e anunciou que faria sua vontade sobre o uso da cloroquina prevalecer. Teich havia pedido mais cautela na aplicação do medicamento.

Outros nomes

O deputado e ex-ministro Osmar Terra voltou a ser cotado para assumir a pasta por ser um nome alinhado com as ideias do presidente. Alguns auxiliares já vinham dizendo que ele estava no "banco de reserva" e no "aquecimento". Deputado pelo MDB, integrantes da legenda já avisaram que, caso ele seja convidado e vá para o governo, ele terá que se licenciar do partido.

Outro nome que está sendo cogitado é o da médica oncologista Nise Yamaguchi, que está, inclusive, em Brasília nesta sexta-feira.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.