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Carla Araújo


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Ramos antecipa ida para a reserva e anuncia saída de Exército

General Luiz Eduardo Ramos  - Fto: Ed Alves/CB/D.A Press)
General Luiz Eduardo Ramos Imagem: Fto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

25/06/2020 19h02Atualizada em 25/06/2020 20h22

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, divulgou nesta quinta-feira (25) que vai antecipar sua saída do Exército e passará para a reserva remunerada. O ato atende aos anseios da caserna, incomodada com a presença de militares da ativa no governo de Jair Bolsonaro, em meio a crises com o Judiciário e o Legislativo.

"No exercício do cargo de Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República desde o dia 4 de julho de 2019, permaneci no serviço ativo, ainda que licenciado do Alto-Comando do Exército (ACE) e, dessa forma, apartado de todas as reuniões e decisões estratégicas e administrativas a ele relacionadas", justificou Ramos, em nota.

O ministro disse que ingressará com o requerimento para solicitar a reserva no dia 1º de julho.

"Com esta decisão, afasto de forma definitiva e irrevogável, a possibilidade do meu retorno às lides da caserna, o que poderia acontecer até dezembro de 2021, como também, do recebimento de uma nova missão oriunda do Comando do Exército", declarou o general. .

Nesta quinta-feira de manhã, o ministro causou um leve mal-estar no governo ao publicar uma mensagem com o que seria o anúncio da extensão do auxílio emergencial. Ramos reconheceu o equívoco e apagou a mensagem.

Ramos ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 8 de março de 1973. Quando foi convidado por Bolsonaro para fazer parte do governo estava à frente do Comando Militar do Sudeste.

Em maio, trouxe incômodo na cúpula militar a notícia que Ramos estivesse trabalhando para assumir o Comando do Exército no lugar do general Edson Pujol. Ele negou e afirmou que não existia essa hipótese.

"Certamente, o meu retorno à Força ainda representava uma possibilidade e expectativa pessoal, se esta fosse a vontade do Comandante do Exército e do ACE, subordinada sempre aos princípios da conveniência e oportunidade", ponderou Ramos em sua nota divulgada hoje.

O ministro disse ainda que aceitou fazer parte do governo "com a certeza inabalável de que integraria uma equipe reunida em torno do objetivo inalienável de mudar a história do Brasil e construir um futuro melhor para as nossas próximas gerações, sempre sob a direção firme e segura de Jair Bolsonaro, nosso Presidente". "E com esse sentimento e certeza permaneço firme", completou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Carla Araújo