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Carla Araújo


Governo escala Mourão e presidente do BC para acalmar investidores

O presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, no lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares - Marcos Corrêa/Divulgação/Presidência da República
O presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, no lançamento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares Imagem: Marcos Corrêa/Divulgação/Presidência da República
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

com Antonio Temóteo

08/07/2020 19h48

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) escalou o vice-presidente Hamilton Mourão e o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, para acalmar os ânimos dos investidores estrangeiros, preocupados com os compromissos do país em preservar o meio ambiente.

Campos Neto e Mourão se reunirão amanhã pela manhã por duas horas com um grupo de investidores, no Palácio do Planalto.

A reunião ocorre logo após Mourão receber uma carta de empresários brasileiros cobrando medidas de preservação ambiental do governo. À coluna, o vice-presidente disse que viu a iniciativa como positiva.

"Achei muito boa, pois eles se colocam a disposição para cooperar naquilo que são os objetivos do Conselho da Amazônia", disse Mourão.

Para técnicos do Palácio do Planalto e da equipe econômica, o presidente do BC é o "homem perfeito para a missão".

No Santander, ele já era o tesoureiro para as Américas e mantinha relacionamento com investidores globais. Antes de aceitar o convite para ser presidente do BC, recebeu uma oferta para assumir a tesouraria global do banco espanhol. No BC, ele também mantém uma rotina de conversas com os principais investidores do mundo. A experiência e a facilidade em dialogar com executivos de diversos países é um trunfo, já que a imagem internacional do Brasil está abalada.

Diferentemente do ministro da Economia, Paulo Guedes, Campos Neto evita confrontos, faz análises técnicas, baseadas em dados e não foge de qualquer questionamento.

Enquanto Guedes coleciona embates, o presidente do BC prefere a cordialidade. A simpatia, a educação e competência de Campos Neto conquistaram deputados e senadores, aliados e oposicionistas, que divergem das ideias, mas o respeitam.

Carla Araújo