PUBLICIDADE
IPCA
0,26 Jun.2020
Topo

Coluna

Carla Araújo


Bolsonaro quebra isolamento e tira máscara ao confirmar que está com Covid

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

07/07/2020 12h36Atualizada em 07/07/2020 14h58

Um dos principais críticos do isolamento social para combater a pandemia do coronavírus, o presidente quebrou a medida que é recomendada pelas principais autoridades de saúde do mundo até para confirmar que testou positivo.

Um pouco depois do meio-dia desta terça-feira, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) divulgou que o presidente falaria ao vivo com jornalistas da TV Brasil - canal oficial do governo - e também com jornalistas da Record e da CNN, emissoras que o presidente considera mais alinhadas a ele.

Na área externa do Palácio da Alvorada, residência oficial, o presidente recebeu as três equipes de televisão e não usou púlpito. Ou seja, os repórteres colocaram os microfones bem próximo do presidente, que ao menos estava de máscara.

No fim da entrevista, porém, Bolsonaro se afastou e chegou a tirar a máscara para mostrar que está bem.

A informação, que é de interesse público, já que se trata da saúde do presidente da República, foi veiculada com exclusividade antes pelos três canais. Após o anúncio, a Secom divulgou nota aos demais veículos confirmando que Bolsonaro apresentou o diagnóstico positivo. "O presidente mantém bom estado de saúde e está, nesse momento, no Palácio da Alvorada", completou a nota.

A presidência não divulgou até o momento o exame. Nas outras vezes que fez o teste, o presidente usou codinomes para realizar o exame.

Bolsonaro confirmou que está tomando desde ontem hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia cientificamente comprovada para o combate da doença, e azitromicina. Bolsonaro disse que ontem sentiu um mal-estar, "cansaço, um pouco de dor muscular e a febre no final da tarde chegou a bater 38 graus".

Segundo o presidente, hoje ele está se sentindo melhor e disse que não vai parar de trabalhar, que deve fazer reuniões virtuais e assinar alguns papéis do Palácio da Alvorada.

"Eu vi com naturalidade, não tem que ter pavor", disse Bolsonaro ao pequeno grupo de jornalistas escolhido para receber a notícia pessoalmente. "Segue a vida", afirmou o presidente.

Na entrevista, o presidente, que coleciona declarações polêmicas em relação à pandemia de coronavírus, disse que a doença é "quase como uma chuva e vai atingir você".

Antes mesmo de o resultado positivo ter sido divulgado, alguns ministros que têm contato frequente com o presidente já se anteciparam e realizaram o teste.

Carla Araújo