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Carla Araújo

Governo decide comprar CoronaVac e finaliza carta de intenção ao Butantan

Bolsonaro e Pazuello em lançamento do Programa Nacional de Imunização contra covid-19 - EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Bolsonaro e Pazuello em lançamento do Programa Nacional de Imunização contra covid-19 Imagem: EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

16/12/2020 22h24

O Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, está em fase de acertos finais com o Instituto Butantan para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Segundo fontes da pasta, ainda nesta semana deve ser assinado um memorando de intenções. Para a compra ser de fato efetuada, afirmam, faltam apenas detalhes técnicos.

Auxiliares do governo federal salientaram que todas as vacinas que tiverem o memorando de intenção, "depois de registradas, serão compradas pelo governo". "Essa é a decisão", disse um técnico ligado à pasta.

O Instituto Butantan é vinculado ao governo do Estado de São Paulo e a CoronaVac já motivou discussões entre o governador João Doria (PSDB-SP) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em outubro, a compra de 46 milhões de doses do imunizante chegou a ser motivo de desautorização pública de Bolsonaro a Pazuello.

Agora, afirmam ministros, o presidente quer tentar arrefecer a guerra em torno das vacinas.

Nesta quarta-feira (16), no anúncio do plano de vacinação contra a covid-19, que ainda não possui um cronograma de fato, Bolsonaro mudou o tom e pediu "união".

No plano, o Ministério da Saúde diz estimar que os grupos de maior risco e de maior exposição estariam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021.

Butantan já enviou proposta

Quatro imunizantes contra a covid-19 estão em teste no Brasil, mas nenhum deles tem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Butantan ainda não divulgou os resultados da terceira e última fase de testagem —que inclui a taxa de eficácia, por exemplo. O governo paulista disse que vai enviar esses dados à Anvisa em 23 de dezembro.

Mesmo sem a aprovação da agência, o Butantan informou já ter enviado ao Ministério da Saúde uma proposta para fornecer doses da CoronaVac a partir de janeiro de 2021.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.