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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Pazuello já recebeu "em mãos" formulário para se explicar ao Exército

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

25/05/2021 18h05

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello recebeu ontem à noite (24) o protocolo do procedimento disciplinar que foi aberto pelo Exército para apurar a sua participação em ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo apurou a coluna, o documento foi entregue "em mãos" a Pazuello por um oficial do Exército. Havia a expectativa de que o próprio Comandante do Exército, general Paulo Sérgio, entregasse o formulário, mas, segundos fontes, houve um "desencontro de horários".

Somente após sua manifestação é que o Comandante do Exército tomará uma decisão sobre uma punição ao general. Há pressão na caserna para que, além de ir para a reserva, haja uma punição exemplar. O maior receio de oficiais é o péssimo exemplo que pode ser passado a subordinados do Exército em um ano pré-eleitoral.

A princípio, Pazuello tem até 72 horas para formalizar sua defesa. O prazo, porém, pode ser estendido caso seja solicitado e tenha a aprovação do Comandante.

O procedimento pode durar até 30 dias, afirmam fontes.

A punição pode ser julgada como transgressão leve, média ou grave. No final do processo, o comandante do Exército pode aplicar desde uma pena de advertência até mesmo determinar a prisão e exclusão das fileiras do Exército.