PUBLICIDADE
IPCA
0,73 Dez.2021
Topo

Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Exército minimiza mal-estar com Bolsonaro em torno de vacinação

Bolsonaro ao lado de Comandante do Exército em solenidade alusiva ao Dia do Soldado - Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bolsonaro ao lado de Comandante do Exército em solenidade alusiva ao Dia do Soldado Imagem: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

07/01/2022 20h56Atualizada em 07/01/2022 21h42

O presidente Jair Bolsonaro não gostou e quis saber mais a respeito da diretriz do Exército que tratava de vacinação para o retorno ao trabalho presencial e combate a fake news. Reclamou sobre o assunto com o ministro da Defesa, Braga Neto, nesta sexta-feira (7).

O Exército foi cobrado pelo ministro. Chegou a produzir uma nota oficial com explicações para o que chama de "rotina" de cuidados sanitários. Após algumas reuniões durante a noite desta sexta-feira, no entanto, Braga Neto e representantes do Exército decidiram cancelar a publicação de qualquer informação adicional a respeito do tema.

A nova ordem (ou estratégia) passou a ser: "encerrar o assunto". E assim evitar mais desgaste.

A avaliação feita pelo Exército é que o tema estava sendo explorado de forma incorreta. Fontes ligadas ao Alto Comando afirmaram à coluna que as devidas explicações foram repassadas ao presidente, que teria compreendido os argumentos."Com o Comandante do Exército, general Paulo Sérgio, não há nenhum mal-estar, nenhum abalo", afirmou ao UOL.

Nos argumentos usados para minimizarem a polêmica, os militares demonstraram que as diretrizes que constam no documento do Exército reproduzem trechos de uma portaria assinada por Braga Neto em novembro do ano passado.

O recuo do Exército, segundo apurou a coluna, teve aval do ministro que foi quem decidiu que o melhor seria "encerrar o assunto".

Campanha para vice?

A obediência crescente de Braga Neto às reclamações de Bolsonaro evidenciam, na avaliação de algumas fontes militares e do governo, o anseio do ministro em se cacifar para uma vaga de vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.

O nome de Braga Neto para o posto tem circulado desde o fim do ano passado, mas a viabilidade de uma chapa com o aliado militar não agrada todo o entorno do presidente, que defende um nome político que possa agregar mais votos.

A coluna procurou o ministro para comentar o suposto mal-estar com o presidente hoje, mas ainda não obteve resposta.

PUBLICIDADE