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Guedes receberá presidente do BC e secretário da Receita em dia de protesto

Brasília, DF - 17/12/2021 - Nesta sexta (17) o Ministro da Economia Paulo Guedes realiza coletiva de imprensa, para passar o balanço econômico de 2021 durante o segundo ano da pandemia de Covid19 e desaceleração prevista para 2022. - Antonio Molina/Folhapress
Brasília, DF - 17/12/2021 - Nesta sexta (17) o Ministro da Economia Paulo Guedes realiza coletiva de imprensa, para passar o balanço econômico de 2021 durante o segundo ano da pandemia de Covid19 e desaceleração prevista para 2022. Imagem: Antonio Molina/Folhapress
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

17/01/2022 20h33Atualizada em 18/01/2022 06h47

Ainda sem solução para equacionar as demandas dos servidores públicos federais e em meio às negociações em torno do Orçamento de 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, dedicará parte da sua agenda nesta terça-feira (18) para discutir a situação do Banco Central e da Receita Federal.

Servidores dos dois órgãos têm reclamado da falta de reajuste, entregado cargos e prometendo greves maiores. Guedes, segundo auxiliares, mantém a mesma postura de que "não é hora para reajustes".

Guedes receberá para um almoço o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. No início da tarde, sindicatos de servidores federais programam um protesto em frente ao ministério. Pela manhã, o mesmo grupo promete uma manifestação em frente ao Banco Central.

Às 16 horas, Guedes receberá o secretário especial da Receita, Julio Cesar Vieira, escolhido em dezembro do ano passado pelo ministro para o cargo.

Fontes do Planalto admitem que o "barulho dos servidores" costuma ter repercussão negativa, temem impacto para o presidente Bolsonaro em sua reeleição e, nos bastidores, têm cobrado uma postura mais assertiva de Guedes nas negociações.

O presidente do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Isac Moreno, teve uma reunião com Guedes na semana passada, mas saiu do encontro frustrado e afirmou que os auditores da Receita devem intensificar a mobilização.

Além de BC e Receita, diversas outras categorias prometem manifestações e ameaçam greve. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os servidores irão pedir ao governo reajuste de até 28,15%.

Policiais um caso à parte

Apesar de Guedes continuar contrário a qualquer aumento de servidores, fontes da pasta afirmam que a decisão em relação ao reajuste dos policiais cabe apenas ao presidente Bolsonaro.

No ano passado, depois de um apelo do ministro da Justiça, Anderson Torres, Bolsonaro trabalhou pessoalmente para que o reajuste dos agentes de segurança estivesse no Orçamento de 2022. Com a pressão dos servidores, Bolsonaro já ameaçou voltar atrás na decisão, mas foi acusado de traição pela categoria.

Nessa confusão envolvendo o reajuste aos policiais, Guedes foi obrigado a entender que a categoria é importante em ano eleitoral para Bolsonaro e aceitou. Agora, a decisão final se os policiais terão ou não reajuste, dizem fontes da Economia, é da caneta do presidente.