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Por eleição, novo líder do governo quer ser 'pai' da PEC que baixa gasolina

O atual suplente do senador Antonio Anastasia, Alexandre Silveira, foi convidado por Bolsonaro para assumir liderança no Senado - PSD-MG/Divulgação
O atual suplente do senador Antonio Anastasia, Alexandre Silveira, foi convidado por Bolsonaro para assumir liderança no Senado Imagem: PSD-MG/Divulgação
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

21/01/2022 04h00

Presidente do PSD de Minas, Alexandre da Silveira, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo líder do governo no Senado, é quem deve apresentar o texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que vai tentar alterar a lei e baixar o preço do combustível e da luz em ano eleitoral.

O governo tem sofrido pressões com a alta dos preços, mas, por causa da legislação eleitoral, tem limitações para conceder benefícios. Por isso, se quiser abrir mão de arrecadação sem uma medida compensatória, precisará alterar a lei, com apoio de maioria qualificada do Congresso.

Silveira é suplente do senador Antonio Anastasia (PSD-MG) e só poderá assumir o mandato quando Anastasia for de fato nomeado para o TCU (Tribunal de Contas da União), o que só deve acontecer na volta do recesso parlamentar, em 1º de fevereiro.

Mesmo sem ter se tornado líder ainda, o político mineiro, que quer buscar protagonismo em ano eleitoral, teve a iniciativa de oferecer a proposta, segundo fontes do governo. "Ele é um bom articulador e está apresentando a ideia de um jeito bem mineiro, negociador", disse um auxiliar do governo.

A avaliação é de que o tema tem alto impacto na sociedade e poderia render frutos eleitorais ao presidente e, consequentemente, credenciar uma candidatura de Silveira, que precisará de votos para se eleger, já que está no Senado atualmente apenas como suplente.

Silveira é aliado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e, mesmo sem a vaga oficial de senador, vinha atuando nos bastidores do Congresso pela aprovação de matérias de interesse do governo.

No ano passado, o político ganhou espaço e simpatia na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a tramitação da PEC dos Precatórios, e também manteve boa interlocução com os ministros palacianos Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo).

O presidente Bolsonaro confirmou em sua live semanal nesta quinta-feira (20) que indicará Silveira para o cargo, que tem a atribuição de atuar pelos interesses do governo no Senado. Mas, por outro lado, não mostrou tanta proximidade e até errou o nome do mineiro. "Tem que convidar todo mundo, convidar o novo líder do governo que vai assumir agora em fevereiro, o Alexandre Vieira. Silveira. Desculpa aí, Silveira", disse Bolsonaro.

Guedes "de fora"

Guedes não participou das primeiras discussões da PEC, que começou a ser desenhada por Silveira com integrantes do Palácio do Planalto. Mas, segundo auxiliares, se mostrou a favor da medida.

Há uma simpatia da equipe econômica pela proposta de Silveira, já que a reforma tributária acabou ficando pelo caminho. A aposta de Guedes era que o aumento de arrecadação que a reforma poderia gerar permitiria a redução de impostos e, consequentemente, dos preços.

"É importante que o Congresso busque meio de alterar a lei porque, realmente, o custo do combustível está insuportável",disse um membro da equipe econômica.

A avaliação é de que Silveira pode ter um papel importante também para ajudar a salvar um pouco da agenda de Guedes, que começou o ano enfraquecido.

Integrantes da pasta afirmam, porém, que ainda não tiveram acesso ao texto ou à minuta da PEC e que o Ministério de Minas e Energia é que deve liderar a parte técnica da discussão.