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Carla Araújo

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Comandante do Exército deve assumir Defesa; Braga Netto será vice

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Juliana Dal Piva, do UOL

15/03/2022 11h00Atualizada em 15/03/2022 14h51

A escolha do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para ser vice do presidente Jair Bolsonaro (PL) é cada vez mais dada como certa nos bastidores mesmo que ainda não tenha sido anunciada oficialmente. Com isso, o presidente e o ministro já trabalham para a sucessão no comando da pasta que cuida das Forças Armadas.

O nome mais cotado no momento é o do atual Comandante do Exército, general Paulo Sérgio. Fontes do governo e do Exército confirmaram à coluna essa possibilidade. Na caserna, a eventual troca seria "escolha natural". As informações foram divulgadas inicialmente no Radar das Eleições, podcast de política do UOL.

Na avaliação de generais ouvidos pela coluna, "nada mais lógico" do que um outro integrante do Exército assuma a cadeira da Defesa com a saída de um general. O próprio Paulo Sérgio tem mantido contato mais frequente com o presidente, inclusive com encontros no Palácio da Alvorada, fora da agenda oficial.

Por mais que haja um respeito entre as Forças, é comum uma certa disputa velada por espaço e relevância entre Exército, Marinha e Aeronáutica, por isso os generais não querem perder a cadeira.

Além disso, o Comandante é visto internamente como uma figura mais institucional e que manteve o Exército sob controle durante as ameaças de Bolsonaro no 7 de setembro do ano passado.

Outros generais no páreo

No Palácio do Planalto, o nome de Paulo Sérgio conta com a simpatia de alguns ministros, embora o atual titular da Secretaria Geral da Presidência, o também general Luiz Eduardo Ramos, já tenha se colocado à disposição do presidente para assumir a Defesa.

Por outro lado, Ramos, que costuma exaltar a sua amizade pessoal com o presidente, tem sido aconselhado a permanecer no Palácio do Planalto onde possui mais acesso a Bolsonaro e onde teria uma atuação mais próxima.

Há pelo menos mais um cotado na lista para o lugar de Braga Netto: o general Marcos Antonio Amaro, atual chefe do Estado-Maior do Exército, que passará para a reserva no fim do mês. Neste caso, no entanto, o fato de ele ter sido chefe da Casa Militar da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo fontes do Planalto, atrapalham a escolha.

Troca sensível

Apesar de apoiarem o nome do Comandante Paulo Sérgio para a Defesa, alguns militares do alto escalão avaliam que é preciso ter cautela nas mudanças, principalmente em relação ao Comando do Exército. "Não é uma troca banal", disse um general.

O Alto Comando já discute a possibilidade na troca na Defesa há algum tempo, agora com esse possível "efeito cascata" que atingiria o Comando do Exército passou a debater internamente também o sucessor de Paulo Sérgio.

Um dos nomes vistos hoje como o mais forte é o do general Marco Antonio Freire Gomes, já que atende aos critérios de antiguidade. Além disso, Freire Gomes chegou a ser o preferido de Bolsonaro quando o presidente decidiu demitir o então ministro Fernando Azevedo e Silva e trocar o comando das três forças no ano passado.

Foi na ocasião que Bolsonaro nomeou Braga Netto para a Defesa e o incentivou a ter um papel mais político em seu governo.

Medo de golpe

A escolha de Braga Netto para ser o vice na chapa à reeleição é alimentada, junto ao círculo mais próximo de Bolsonaro, por uma teoria que soa quase como conspiração.

Na visão de Bolsonaro, a escolha de um vice que integrasse os partidos do centrão fazia com que o presidente temesse sofrer uma tentativa de golpe seis meses depois em um eventual novo mandato.