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Carla Araújo

REPORTAGEM

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Governo confirma indicação de Adriano Pires para presidência da Petrobras

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

28/03/2022 19h25Atualizada em 29/03/2022 10h28

O Ministério de Minas e Energia confirmou na noite desta segunda-feira (28) que o presidente Jair Bolsonaro indicou o economista Adriano Pires para assumir a presidência da Petrobras. O atual presidente, general Silva e Luna, foi informado hoje da decisão de Bolsonaro em tirá-lo do cargo.

Em nota, a pasta afirma que consolidou a relação de indicados do Acionista Controlador, no caso o governo, para compor o Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro e informa que a mudança será validada pela Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá em 13 de abril de 2022.

O ministério informa ainda que Bolsonaro indicou Rodolfo Landim para o exercício da Presidência do Conselho de Administração. "O governo renova o seu compromisso de respeito a sólida governança da Petrobras, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Empresa", diz o ministério.

Quem é o futuro presidente?

Adriano Pires é sócio e fundador do Cbie (Centro Brasileiro de Infraestrutura). Doutor em economia industrial pela Universidade de Paris 13, Pires tem mais de 40 anos de atuação na área de energia e já passou pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A escolha de Pires teve o aval do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que levou o nome do economista para apreciação de Bolsonaro. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, que está em Paris para participar de agenda da OCDE, afirmou a auxiliares que não teve interferência na escolha do nome, nem na saída de Silva e Luna.

Petrobras e Flamengo no Conselho

Outra informação oficializada nesta segunda foi a indicação Landim para a presidência do Conselho de Administração da estatal. Landim é engenheiro com especializações na área de petróleo, mas atualmente tem notoriedade por comandar o Flamengo. Landim inclusive pretende manter o cargo no clube carioca.

A cúpula do Flamengo vem se mantendo próxima a Bolsonaro desde o início do governo. Em um dos episódios mais sintomáticos, Bolsonaro editou uma Medida Provisória em 2020 alterando as regras de direito de transmissão de partidas no futebol brasileiro, algo que na época era de interesse direto do clube carioca.

Na nota enviada à imprensa, porém, o MME destacou a experiência de Landim na área de Petróleo e informou que, entre 2000 e 2003, Landim foi presidente da Gaspetro e já atuou como Diretor Gerente e Gerente Executivo de Gás Natural, compondo o Comitê de Negócios da Petrobras.

Landim foi ainda presidente da Petrobras Distribuidora, entre 2003 e 2006, atuou como Diretor Geral da MMX Mineração e Metálicos S.A. (2006 a 2008), fundador e posteriormente CEO da OGX Petróleo e Gás Participações S.A. (2008 a 2009) e CEO da OSX Brasil S.A. (2009-2010).
Entre 2010 e 2020, o executivo foi Presidente do Conselho de Administração e CEO da Ouro Preto Óleo e Gás S.A.