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Ibovespa: Ata do Copom, inflação e fala de Powell são destaques da semana

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No Brasil, os destaques da semana são o IPCA e os resultados de empresas como Petrobras e Itaú. Na terça-feira (7) sai a Ata do Copom, que deve detalhar os aspectos envolvidos na decisão de corte na taxa Selic. O texto poderá sinalizar os próximos passos da política monetária do Banco Central. Hoje os investidores repercutem o boletim Focus, que manteve as projeções para o IPCA (4,63%), PIB (2,89%) e Selic (11,75%). A B3 também passa a fechar mais tarde a partir desta segunda-feira (6), por conta do fim do horário de verão nos Estados Unidos, como ocorre todos os anos. A pré-abertura do mercado de ações seguirá às 9h45 e a abertura do mercado, às 10h. Já o fechamento à vista passará agora para as 18h. No cenário político, a presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, a senadora Daniella Ribeiro, convocou uma sessão deliberativa para votar o parecer preliminar do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.

Nos EUA, os futuros das bolsas americanas operam em leve alta. Os índices refletem ainda o relatório de sexta-feira (3), de um payroll mais fraco do que o esperado sobre as folhas de pagamento dos EUA e de um pequeno aumento no desemprego. A taxa chegou a 3,9% no mês de outubro, ficando ligeiramente acima do esperado de 3,8%. A criação de vagas de emprego não agrícola chegou a 150 mil no mês de outubro, ficando abaixo do esperado de 180 mil vagas. A participação de Jerome Powell em dois eventos nesta semana (quarta e quinta) é aguardada com expectativa. Os investidores esperam para saber qual será a próxima decisão do Fomc, já que nas coletivas passadas o presidente do Fed disse que o mercado de trabalho ainda era um fator de preocupação que poderia levar a uma nova alta de juros. Depois do relatório de emprego, o mercado vem diminuindo as chances de uma alta extra em dezembro. Já na agenda de indicadores, não há dados relevantes nos EUA na semana para projetar a política monetária.

Na Europa, as bolsas operam em baixa, após dados sobre atividade (PMIs) do setor de serviços. Na zona do euro, o PMI de serviços caiu para 47,8 em outubro. O mesmo PMI na Alemanha recuou em 48,2 em outubro, ficando também abaixo de 50, o que indica contração nos serviços. Ainda na Alemanha, as encomendas à indústria tiveram uma alta inesperada de 0,2% em setembro, por conta da demanda externa. O resultado surpreendeu o mercado, que previa uma queda de 1,5% no período. Na agenda desta semana também está prevista a fala de Christine Lagarde (BCE) na quinta e na sexta, em meio a conversas sobre uma possível recessão na Europa. Na quarta-feira, será divulgado o PPI de agosto do bloco.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Há esperança de que os juros básicos dos EUA comecem a cair mais cedo, após o dado do payroll vir abaixo do esperado na última sexta. Liderando os ganhos na Ásia, o índice Kospi saltou 5,66% em Seul, enquanto o japonês Nikkei retornou de um feriado com um avanço de 2,37% em Tóquio, o Hang Seng subiu 1,71% em Hong Kong, e o Taiex registrou alta de 0,86% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,91%, e o Shenzhen Composto subiu 2,13%. Na agenda de indicadores desta semana, serão divulgados dados sobre a inflação (IPC e PPI) de outubro, que vão sair na noite de quarta-feira. A balança comercial será divulgada na virada de hoje para amanhã (terça). No Japão, foi divulgado hoje o PMI de serviços, que desacelerou para 51,6 em outubro, de 53,8 em setembro, registrando o ritmo mais lento de crescimento do ano. O resultado ficou acima da leitura preliminar do mês, de 51,1.

Os preços do petróleo operam em alta. A Arábia Saudita e a Rússia confirmaram que vão manter cortes voluntários em sua oferta da commodity até o fim do ano. As cotações de minério de ferro na China fecharam próximo da estabilidade, uma vez que os ganhos impulsionados por possíveis novos estímulos à economia foram parcialmente compensados por temores de uma possível supervisão governamental após a recente recuperação dos preços e o estreitamento das margens do aço.

O Itaú Unibanco concluiu o seu processo de saída do mercado argentino. A instituição financeira brasileira afirmou que obteve a autorização do Banco Central da República Argentina para o fechamento de suas operações. Desta forma, conforme o Itaú, foram alienadas as suas ações detidas no Banco Itaú Argentina e de suas subsidiárias (BIA) para o Banco Macro. O Itaú já havia comunicado o fim da operação no mês de agosto deste ano, ressaltando que continuaria atendendo os clientes corporativos locais e regionais. Pelo negócio, o Itaú Unibanco recebeu do Macro o valor de US$ 50 milhões. Por outro lado, irá reconhecer, em seu balanço do 3º trimestre, que sairá nesta segunda, um impacto negativo não recorrente de R$ 1,212 bilhão.

A CVC reportou prejuízo líquido de R$ 87,5 milhões no terceiro trimestre de 2023. A cifra foi 16,6% superior à registrada no mesmo período do ano passado, quando o prejuízo somou R$ 75 milhões. A empresa explica que o aumento do prejuízo se deve "majoritariamente ao registro de impairment de ágio da Submarino Viagens, em decorrência da revisão do plano de negócios, com redução das operações em parcerias, o que ocasionou uma perda no valor recuperável; marcação a mercado do bônus de subscrição e impairment sobre ativos fiscais diferidos".

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A BB Seguridade atingiu a marca de R$ 2,056 bilhões de lucro líquido no terceiro trimestre de 2023. O volume representa um aumento de 24,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado financeiro consolidado da BB Seguridade e de suas investidas atingiu R$ 460,2 milhões, um incremento de 98% em relação ao mesmo período de 2022. Ao todo, o financeiro respondeu por 22,4% do resultado líquido da companhia, contra 14,1% no mesmo período de 2022. Segundo a companhia, esse resultado reflete a deflação do IGP-M e a variação positiva do IPCA, que contribuíram significativamente para a melhora do resultado financeiro da Brasilprev. Além disso, houve a expansão do saldo médio dos ativos financeiros das demais empresas do grupo.

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Veja o fechamento de dólar, euro e Bolsa na sexta-feira (3):

Dólar: -1,542%, a R$ 4,8958
Euro: -0,057%, a R$ 5,251
B3 (Ibovespa): 2,7%, aos 118.159,97 pontos

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