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Desemprego no país é de 12,3% e atinge 13 milhões de pessoas, diz IBGE

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

28/06/2019 09h05Atualizada em 28/06/2019 12h14

O desemprego no país foi de 12,3%, em média, no trimestre encerrado em maio, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice ficou estável em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%), e caiu na comparação com o mesmo trimestre do ano passado (12,7%).

Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 13 milhões de pessoas e ficou estatisticamente estável tanto na comparação com o trimestre anterior como em relação ao mesmo período de 2018.

Os dados divulgados pelo IBGE fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

População subutilizada é recorde

A população subutilizada (28,5 milhões de pessoas) é recorde da série histórica iniciada em 2012, com alta em ambas as comparações: 2,7% frente ao trimestre anterior e 3,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

O IBGE considera subutilizadas as pessoas que estão desempregadas, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego, mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para a vaga.

Vagas com carteira e rendimento

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exceto trabalhadores domésticos) foi de 33,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, ficando estável frente ao trimestre anterior e subindo 1,6% em relação ao mesmo período de 2018.

O rendimento médio do trabalhador entre março e maio foi de R$ 2.289, o que representa uma queda de 1,5% frente ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o rendimento ficou estável.

Informalidade

O total de pessoas ocupadas no país (92,9 milhões de pessoas) cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior e 2,6% diante do mesmo período de 2018.

O número de empregados do setor privado sem carteira assinada (11,4 milhões) também subiu nas duas comparações: 2,8% frente ao trimestre anterior e 3,4% em relação ao mesmo trimestre de 2018.

A categoria dos trabalhadores por conta própria é recorde da série histórica (iniciada em 2012), alcançando 24 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio. Houve alta de 1,4% em relação aos três meses anteriores e de 5,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Desalento

Segundo o IBGE, o país tinha 4,9 milhões de pessoas desalentadas (que desistiram de procurar emprego) entre março e maio, também um recorde na série histórica. Ainda assim, o número representa estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2018.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho; não tinha experiência; era muito jovem ou idosa; ou não encontrou trabalho na localidade --e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Metodologia da pesquisa

A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Existem outros números sobre desemprego, apresentados pelo Ministério da Economia, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados são mais restritos porque consideram apenas os empregos com carteira assinada.

(Com Reuters)

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