IPCA
0,51 Nov.2019
Topo

Empregos e carreiras


País cria 32,1 mil vagas com carteira, pior resultado para maio desde 2016

Ricardo Marchesan

Do UOL, em São Paulo

27/06/2019 15h03Atualizada em 27/06/2019 15h45

O Brasil abriu 32.140 vagas de emprego com carteira assinada em maio, queda em relação ao mês anterior (129.601) e na comparação com o mesmo período do ano passado (33.659). Apesar de positivo, é o pior resultado para maio desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas.

O resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em maio, foram 1.347.304 contratações e 1.315.164 desligamentos.

Foi o segundo mês seguido com abertura de vagas, mas o desempenho ficou abaixo do esperado por analistas. Pesquisa da agência de notícias Reuters indicava abertura de 71.050 vagas.

351 mil vagas de janeiro a maio

No acumulado de janeiro a maio, o país registrou a criação de 351.063 vagas com carteira. Em 12 meses até maio, o saldo é positivo em 474.299 postos de trabalho.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados hoje pelo Ministério da Economia.

Agropecuária puxa contratações

Entre os setores analisados, cinco criaram vagas e três fecharam. Agropecuária foi a que mais criou postos, enquanto o comércio registrou o maior número de cortes.

Veja os resultados por setor:

  • Agropecuária: 37.373
  • Construção civil: 8.459
  • Serviços: 2.533
  • Administração pública: 1.004
  • Extração mineral: 627
  • Serviços industriais de utilidade pública: -415
  • Indústria: -6.136
  • Comércio: -11.305

Salário médio tem leve alta

O salário médio de admissão em maio foi de R$ 1.586,17, enquanto a média na demissão foi de R$ 1.745,34. Quando descontada a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), houve aumento de 0,09% no salário de contratação e queda de 0,2% no salário de desligamento, em comparação com o mês anterior.

Em relação a maio do ano passado, o salário médio de admissão teve queda de 0,73%.

Trabalho sem horário fixo

Pela modalidade de trabalho intermitente, que prevê o trabalho sem horário fixo e com o empregado recebendo apenas pelas horas trabalhadas, foram registradas 12.780 contratações e 5.221 demissões em maio, um saldo positivo de 7.559 empregos.

As aberturas de vagas desse tipo se concentraram principalmente no setor de serviços (2.995), comércio (2.197), indústria (1.199) e construção civil (1.041). O trabalho intermitente foi instituído pela reforma trabalhista, em vigor desde 11 de novembro de 2017.

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados do Caged consideram apenas os empregos com carteira assinada. Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 13,2 milhões de desempregados no trimestre encerrado em abril.

(Com Reuters)

O que é o FGTS, como funciona e quem pode sacar?

UOL Notícias

Empregos e carreiras