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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Investidores voltam a olhar para a Bolsa brasileira, e setores se recuperam

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Felipe Bevilacqua

21/01/2022 09h46

Esta é a versão online para a edição desta sexta-feira (21/1) da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar esse e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

As Bolsas de Valores dos Estados Unidos operam sem direção definida nesta sexta-feira (21), com investidores atentos aos resultados corporativos do quarto trimestre do ano passado, ainda receosos diante da perspectiva de antecipação da alta dos juros no país.

Na véspera, os mercados norte-americanos sustentaram o tom positivo no período da manhã e no início da tarde, mas o mau humor tomou conta das Bolsas de Valores de Nova York ao longo do dia, fazendo com que os principais índices de ações dos Estados Unidos fechassem em queda.

Os resultados mais fracos do que o esperado da gigante do streaming Netflix (Nasdaq: NFLX) se somaram ao temor com o efeito que a retirada dos estímulos e a alta dos juros deve ter sobre as ações de empresas de tecnologia, contribuindo para mais um dia de perdas na Nasdaq.

Na Europa, o mercado repercute o tom da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE) divulgada na quinta-feira (20), na qual as autoridades monetárias da zona do euro avaliaram que a recuperação econômica da região cria um cenário propício para a redução do ritmo de compra de ativos. Entretanto, a ata descarta a possibilidade de alta de juros no presente momento, uma vez que a manutenção dos juros no patamar atual é vista como necessária para que a inflação convirja com a meta de 2% ao ano no longo prazo.

A queda de 3,7% do volume de vendas no varejo do Reino Unido em dezembro ante o mês anterior, que veio mais intensa do que o previsto, e o discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde, seguem no radar dos investidores, bem como o impasse envolvendo a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Ucrânia.

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, acompanhando o mau humor de Nova York. A exceção foi o índice Hang Seng, de Hong Kong, que acumulou leve alta de 0,05% no pregão.

E por aqui, o que esperar?

Por aqui, diante da noção de que as ações de empresas brasileiras estão "baratas", os investidores estrangeiros voltam a ponderar riscos e oportunidades oferecidos pelo Ibovespa. Com os preços das commodities em alta e o apetite dos estrangeiros por ativos brasileiros, o dólar recuou a R$ 5,41.

Além disso, conforme a variante ômicron do coronavírus tem se mostrado menos letal do que as anteriores, ao mesmo tempo em que as vacinas têm se mostrado eficientes na redução expressiva do número de internações e óbitos pela doença, ações de setores que acumularam perdas significativas em decorrência do surgimento da cepa deram início a um movimento de recuperação.
Sendo assim, papéis de empresas ligadas ao turismo, ao aluguel de carros e ao varejo físico figuraram entre as maiores altas do pregão de ontem.

Por fim, o mercado analisa a proposta do governo federal que consiste em zerar as alíquotas dos tributos federais sobre gasolina, diesel e etanol na tentativa de conter a alta dos preços. A medida pode resultar em uma perda de arrecadação da ordem de R$ 57 bilhões.

No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre os investimentos da Petrobras em refino e as prévias operacionais da Direcional e da JHSF

Um abraço,

Felipe Bevilacqua

Analista de Investimentos de Levante
CNPI - Analista certificado pela Apimec
Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima
Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.