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Shein ameaçada? Amazon (AMZO34) corta taxas para vendedores nos Estados Unidos; saiba mais

A Amazon (AMZO34) está reduzindo as taxas para comerciantes que vendem roupas com preços abaixo de US$ 20, um indicativo de que a varejista está se preparando para uma guerra de preços com a chinesa Shein.

Na última terça-feira (5), segundo agências internacionais, a Amazon anunciou que reduziria as taxas de vendedores sobre produtos de vestuário com preços abaixo de US$ 15 a 5% a partir de janeiro.

Assim, as taxas sobre roupas da Amazon com preços entre US$ 15 e US$ 20 cairão para 10%. As comissões em ambas as categorias eram anteriormente de 17%.

Esse movimento sinaliza que a Amazon está procurando atrair comerciantes que oferecem roupas de baixo custo, uma área que a Shein se destacou com seus moletons de US$ 9 e outras peças de vestuário baratas.

Vale lembrar que a Amazon domina o comércio eletrônico nos Estados Unidos, capturando mais de US$ 1 de cada US$ 3 gastos online, tornando a empresa cerca de seis vezes maior que o concorrente online mais próximo Walmart, de acordo com a Insider Intelligence.

Além da Shein, que planeja realizar oferta pública inicial em 2024, a Amazon enfrenta outros concorrentes nos Estados Unidos, como o Temu, aplicativo de compras, e o próprio TikTok, de propriedade da ByteDance, que lançou uma loja americana em seu aplicativo no início do ano.

Shein, Shopee e AliExpress: compras até US$ 50 voltarão a ser taxadas?

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou no fim de novembro que compras internacionais em lojas on-line como Shein, Shopee e AliExpress de até US$ 50 voltarão a ser taxadas. Atualmente, elas são isentas da cobrança do imposto de importação.

Em evento de instalação do Fórum MDIC de Comércio e Serviço (FMCS) com empresários, Alckmin tratou de pautas delicadas, como a política que zerou o Imposto de Importação para compras internacionais dentro do programa Remessa Conforme, além da desoneração da folha de pagamentos.

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Segundo o ministro, a cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, nas remessas já está implementada, e que o "próximo passo" será o Imposto de Importação, sem dar detalhes de quando a cobrança retornaria.

O ministério da Fazenda admite que terá de retomar a cobrança, mas ainda discute o nível do tributo.

"Pretendemos, periodicamente, ouvir o setor de comércios e serviços, comércio eletrônico. Foi feito o trabalho nas plataformas digitais para formalização dos importados. Já começou a tributação de ICMS, e o próximo passo é o Imposto de Importação mesmo para os (importados) com menos de US$ 50?, afirmou Alckmin.

IPO da Shein? Varejista solicita abertura de capital nos Estados Unidos, diz jornal

A varejista chinesa Shein solicitou no fim de novembro a abertura de capital nos Estados Unidos de forma confidencial, segundo fontes informaram ao The Wall Street Journal. A previsão é de que ela ocorreria apenas em 2024.

Segundo a publicação, a empresa contratou bancos como Goldman Sachs (GSGI34), JP Morgan (JPMC34) e Morgan Stanley (MSBR34) para o IPO da Shein, que tem sido objeto de especulação nos últimos meses.

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O The Wall Street Journal explica, ainda, que em sua última rodada privada, a Shein obteve uma avaliação de cerca de US$ 66 bilhões e poderia buscar um valor mais alto para sua incursão em Wall Street.

Considerada uma das maiores empresas de moda do mundo, no ano fiscal de 2022, o lucro da Shein chegou a US$ 800 milhões, registrando um faturamento de US$ 23 bilhões. O principal mercado da Shein é o Estados Unidos, seguido pela Europa.

Ainda de acordo com o The Wall Street Journal, as autoridades norte-americanas pediram para investigar a cadeia de suprimentos da Shein como condição para sua abertura de capital. De acordo com o jornal, o objetivo é descobrir se ela obtém algodão da região de Xinjiang, sancionada por Washington pelo suposto uso de trabalho forçado por uigures étnicos.

Em 2023, a Shein fechou um acordo com o grupo norte-americano SPARC, dono da Forever 21 e de outras lojas de roupas, para expandir seu alcance no mercado varejista dos Estados Unidos e on-line.

Este material foi elaborado exclusivamente pelo Suno Notícias (sem nenhuma participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo nenhum tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco. Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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