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Banco do Brasil (BBAS3) eleva payout para 45% em 2024; veja cronograma de pagamento

O conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a proposta de elevação do payout (pagamento de proventos em relação ao lucro) de 40% para 45% no exercício de 2024 via juros sobre o capital próprio e/ou dividendos.

Segundo fato relevante divulgado na quinta-feira (8), o Banco do Brasil informou que remunerará os acionistas em oito fluxos, sendo quatro pagamentos realizados ao longo dos trimestres de referência, de forma antecipada, e outros quatro pagamentos complementares, efetivados após o encerramento dos trimestres de referência, conforme quadro abaixo:

Ainda de acordo com o banco, quando a distribuição for via JCP, o montante calculado com base no percentual de payout aprovado corresponde ao valor bruto, sobre o qual poderão incidir tributos, conforme legislação vigente.

Banco do Brasil (BBAS3) vai pagar R$ 2,38 bilhões em dividendos e JCP; veja valor por ação

O Banco do Brasil vai distribuir mais de R$ 2,38 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), conforme fato relevante divulgado nesta quinta (8).

Os dividendos do Banco do Brasil representam R$ 630,16 milhões desse valor total, o que corresponde a R$ 0,22081862607 por ação, ou R$ 0,22351909545 após atualização realizada até hoje (8), de acordo com a taxa Selic.

Já os JCP do Banco do Brasil responderão por R$ 1,751 bilhão do montante total a ser distribuído em proventos, o que corresponde a R$ 0,61363625622 por ação, ou R$ 0,62114063186 após a devida atualização citada anteriormente (até hoje, 8 de fevereiro).

Ambos os proventos são relativos ao quarto trimestre de 2023. Os pagamentos serão realizados em 29 de fevereiro de 2024, mas apenas aos investidores que detiverem ações do BB até o final do pregão de 21 de fevereiro deste ano.

As ações do Banco do Brasil serão negociadas como "ex-proventos" a partir de 22 de fevereiro de 2024, ou seja, sem direito aos proventos.

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Conforme citado anteriormente, até que os valores sejam distribuídos, serão atualizados de acordo com a taxa Selic. Esse ajuste vem sendo contabilizado desde a data do balanço, em 31 de dezembro de 2023.

Dividendos do Banco do Brasil

  • Valor: R$ 630.166.902,30
  • Valor por ação: R$ 0,22081862607 (antes da atualização) e R$ 0,22351909545 (após atualização)
  • Data de corte: 21 de fevereiro de 2024
  • Data de pagamento: 29 de fevereiro de 2024

JCP do Banco do Brasil

  • Valor: R$ 1.751.180.439,76
  • Valor por ação: R$ 0,61363625622 (antes da atualização) e R$ 0,62114063186 (após atualização)
  • Data de corte: 21 de fevereiro de 2024
  • Data de pagamento: 29 de fevereiro de 2024

O BB ainda comunicou que no dia 28 de dezembro de 2023 foram pagos R$ 976,866 milhões em JCP antecipado, também referente ao quarto trimestre de 2023 (4T23).

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Em relação aos novos proventos do Banco do Brasil, os investidores com cadastros desatualizados terão seus pagamentos retidos até que haja a devida regularização cadastral em uma das agências do banco.

No caso dos acionistas com ações custodiadas na central depositária da B3, os valores serão distribuídos primeiramente para essa entidade que, por sua vez, vai repassar os proventos aos investidores do Banco do Brasil que estiverem aptos a receber.

Banco do Brasil (BBAS3) fará recompra de bonds de 9%

O Banco do Brasil exercerá, em junho, a opção de recompra total do título de dívida subordinada que foi emitido em meados de 2014, com cupom 9% (Banbra 9% a.a.). A decisão foi informada pela companhia nesta quinta-feira (8), mesmo dia em que o banco divulgou seu resultado trimestral.

Conforme o comunicado do Banco do Brasil, o título Banbra 9% a.a. foi emitido no montante original de US$ 2,5 bilhões, estando em circulação hoje US$ 1,37 bilhão.

"A operação de recompra será realizada com recursos provenientes do caixa do BB e não trará impactos relevantes para os níveis de liquidez. O capital complementar de nível I de 13,91% em 31/12/23 sofrerá uma redução aproximada de 53 pontos base na data do exercício da recompra, permanecendo em patamar superior ao nível regulatório", detalha o banco.

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Já no caso do título de dívida emitido em 2013, Banbra 6,25%, o BB informou que não irá exercer seu direito de recompra.

"O não exercício da opção de recompra do Banbra 6,25% a.a., conforme estabelecido na escritura do título, resultará na reprecificação do cupom pela taxa do título emitido pelo tesouro estadunidense para o prazo de 10 anos vigente na data da reprecificação (UST 10Y em 15/04/2024) acrescido de um spread de 439,8 pontos base", explica a empresa.

"Após a primeira data de exercício da call option (15/04/2024), a opção de recompra passa a ser semestral, na data de pagamento do cupom. O BB continuará avaliando o exercício da opção de recompra sob os aspectos econômico-financeiros, de liquidez e de capital", completa.

Resultado do Banco do Brasil

O Banco do Brasil anotou um lucro líquido ajustado de R$ 9,4 bilhões no quarto trimestre de 2023 (4T23), conforme balanço trimestral divulgado nesta quinta-feira (8).

No acumulado de 2023, o lucro líquido foi recorde, somando R$ 33,8 bilhões, com crescimento de 8,7% comparado a 2022. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o resultado do banco subiu 7,5%.

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O resultado do Banco do Brasil mostra um crescimento de 4,8% na comparação com o quarto trimestre de 2022 (4T22), assim como um aumento de 7,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado (3T23).

O resultado do BBAS3 foi impulsionado pelas margens, que equivalem à receita do banco com operações que rendem juros. Uma das alavancas do indicador foi o resultado do Banco Patagonia, controlado pelo banco na Argentina, que teve números mais altos diante do efeito da variação cambial sobre os títulos atrelados ao dólar, em um período de maxidesvalorização do peso argentino. Também houve efeito do crescimento da carteira de crédito do banco.

O banco conseguiu manter inadimplência abaixo dos principais pares do setor privado graças ao menor risco da carteira de crédito, que também cresceu acima da concorrência. Como resultado, observou forte ampliação das receitas.

A companhia fechou o trimestre com R$ 2,172 trilhões em ativos, um aumento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado, mas uma baixa de 3,4% em três meses.

O patrimônio líquido do Banco do Brasil ficou em R$ 173,076 bilhões, alta de 5,5% em um ano. Conforme aponta o balanço do Banco do Brasil, o Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) chegou a 22,5% no 4T23.

Desempenho das ações do Banco do Brasil

No fechamento de quinta-feira (8), as ações do Banco do Brasil fecharam em queda de 1,51%, cotadas a R$ 58,54, segundo o Status Invest.

Este material foi elaborado exclusivamente pelo Suno Notícias (sem nenhuma participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo nenhum tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco. Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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