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Airbus celebra 50 anos de parceria europeia

28/05/2019 13h35

Paris, 28 Mai 2019 (AFP) - Do "pequeno" A220 ao gigantesco cargueiro Beluga XL, seis modelos de aviões da Airbus, escoltados pela Patrulha da França, vão sobrevoar Toulouse nesta quarta-feira (29) para celebrar os 50 anos da firma aérea europeia.

"Atualmente, a Airbus produz metade dos grandes aviões comerciais do mundo e tem atividades bem-sucedidas no segmento de helicópteros, da defesa e do espaço", citou o novo diretor da empresa, Guillaume Faury.

Segundo o executivo, a Airbus "emprega 130 mil pessoas altamente qualificadas em todo mundo" e é "um poderoso motor de produtividade, exportação e inovação".

Surgida há meio século a partir da decisão da França e da Alemanha de lançar o programa A300B, a Airbus compõe, ao lado de sua rival americana Boeing, os maiores pilares da aeronáutica civil mundial.

A companhia entregou seu primeiro avião, um A200B2, à Air France em 1974. Há poucos dias, superou os 12 mil modelos entregues.

Por isso, um Airbus decola ou pousa em algum lugar do mundo a cada dois segundos atualmente, e a carteira firme de pedidos representa pelo menos mais dez anos de produção.

A320: a coluna vertebral

No fim da década de 1980, a Airbus lançou o A320, um modelo excepcionalmente bem-sucedido, até hoje a coluna vertebral da firma.

Mais tarde, foi criada uma nova versão, chamada "Neo", com redução de 15% do consumo de combustível. Hoje, consolidou-se neste segmento, sobretudo, após os problemas de segurança com o Boeing 737 MAX.

Esses 50 anos da Airbus consolidam uma aventura industrial europeia, apesar das rivalidades entre franceses e alemães e de tantos outros tropeços. Seu sucesso virou um exemplo que os europeus tentam replicar em outros setores.

No plano militar, a Airbus foi afetada por atrasos e gastos excessivos com o avião de transporte A400M, mas o programa continua vivo.

O principal tropeço da Airbus foi o fracasso comercial do avião gigante A380, a ponto de a empresa anunciar em janeiro que vai suspender sua produção em 2021 diante da falta de pedidos.

Além disso, há investigações em curso na França, na Grã-Bretanha e principalmente nos Estados Unidos. A Airbus se denunciou em 2016 por irregularidades eventuais em transações, gesto que lhe permitiria se proteger de eventuais processos penais.

Faury lembrou, porém, que "a indústria aeronáutica está na véspera de uma revolução tecnológica sem precedentes". Entre os elementos dessa revolução, mencionou a influência digital, o voo autônomo, a inteligência artificial e a eletrificação de aeronaves.

Por isso, aponta que a indústria aeroespacial europeia "deve aspirar a conduzir essa revolução que se aproxima, em termos de inovação e de transição para um setor de aviação mais sustentável".