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Itália ordena paralisação de toda atividade de produção não essencial

Primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, em coletiva sobre o coronavírus - REMO CASILLI/REUTERS
Primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, em coletiva sobre o coronavírus Imagem: REMO CASILLI/REUTERS

21/03/2020 20h31

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, ordenou na noite deste sábado (21) o fechamento de empresas e fábricas não essenciais em todo o território nacional, para interromper uma pandemia que em um mês causou a morte de 4.825 pessoas no país.

"A decisão tomada pelo governo é encerrar todas as atividades produtivas no território que não sejam estritamente necessárias, cruciais e indispensáveis, para nos garantir bens e serviços essenciais", disse Conte em mensagem ao país transmitido pela televisão.

Conte acrescentou que farmácias, supermercados e lojas de alimentos, serviços postais, financeiros e de seguros, além de transporte, continuarão em operação.

"Estamos desacelerando o mecanismo produtivo do país, mas não o paramos", declarou, acrescentando que esta foi uma "decisão difícil".

"Não podemos esconder a realidade que está diante de nossos olhos todos os dias. É a crise mais séria que o país passou desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou.

"As medidas tomadas levam um tempo antes que entrem em vigor. Devemos continuar a respeitar todas essas regras com paciência e confiança", continuou.

As medidas "são sérias, eu sei. Mas não temos alternativa. Temos que resistir, é a única maneira de nos proteger e a quem amamos", acrescentou.

Em 9 de março, o governo havia decretado a proibição de reuniões e severas restrições de viagens em todo o país, autorizadas apenas por razões profissionais ou imperativas.

"O sacrifício de ficar em casa é mínimo comparado ao de outros concidadãos, que correm muito mais riscos", afirmou, como "médicos, enfermeiros, policiais, militares, trabalhadores de supermercados, farmácias".

O primeiro-ministro, no entanto, não especificou a lista de atividades consideradas essenciais, mas explicou que tem trabalhado "com os sindicatos para fazer uma lista detalhada dos setores mais necessários para a operação do Estado nesta fase de emergência".

Esses anúncios foram feitos após várias apelos de autoridades do norte do país e médicos pedindo que ele aumentasse ainda mais as restrições sobre os italianos.

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"O governo tomou uma decisão muito difícil, mas necessária, de proteger os trabalhadores", reagiu o prefeito de Bergamo, Giorgio Gori, cuja província é a mais afetada na Itália, junto com Brescia.

Além das quase 5.000 mortes, cerca de 3.000 pessoas permanecem em terapia intensiva no país.