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Coronavírus: para empresas americanas, é a pior situação desde a crise de 2008

 Andriy Onufriyenko/Getty Images
Imagem: Andriy Onufriyenko/Getty Images

27/04/2020 07h23

As empresas americanas afetadas pelo coronavírus estão vendo uma queda nas vendas e nos investimentos pela primeira vez desde a crise financeira global de 2008 - aponta pesquisa de uma organização econômica publicada nesta segunda-feira (27).

Entre as empresas, reina a incerteza sobre quando a situação vai melhorar. Cerca de 30% dos entrevistados estimam que pode levar de três a seis meses, diz a Associação Nacional de Economia Empresarial (NABE, na sigla em inglês) em seu relatório trimestral.

Os entrevistados dizem que o último trimestre "foi o pior desde a crise financeira global, em termos de vendas, margens de lucro, preços e investimentos", disse a responsável pela sondagem, Megan Greene.

Elaborado com base nas respostas de 107 economistas que trabalham para empresas ou federações profissionais em todos os setores, o relatório é mais um sinal do sério impacto da pandemia na economia.

Muitos setores, como o de transportes, hoteleiro, de restaurantes, turismo e varejo, são vítimas de medidas de confinamento para conter o novo coronavírus. E mais de 26 milhões de pessoas nos Estados Unidos foram forçadas a solicitar seguro-desemprego desde meados de março, um nível sem precedentes.

A pesquisa da NABE também mostra que 86% dos entrevistados esperam uma contração no crescimento econômico este ano, enquanto pelo menos 75% disseram que as perspectivas de curto prazo foram piores em abril do que em março.

A maioria das empresas prevê uma queda no investimento. Cerca de um terço dos entrevistados de 13 a 16 de abril disse que sua empresa foi "seriamente afetada" pelos fechamentos, embora apenas 2% tenham fechado completamente.

O congelamento de contratações é generalizado. No total, 34% das empresas pesquisadas encerraram suas operações total, ou parcialmente; 31% colocaram seus funcionários de licença; e 17% tiveram de demitir trabalhadores.

O Congresso americano aprovou quase US$ 3 trilhões em ajuda para apoiar a economia diante da pandemia da covid-19 e das restrições impostas para impedir a propagação do vírus. Esse plano inclui centenas de bilhões de dólares em empréstimos e doações para empresas que lutam para sobreviver.

Segundo a NABE, porém, quase metade dos entrevistados não se beneficiaria dessas doações.